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No dia 25 de maio de 2019 aconteceu a cerimônia de premiação do 17º Salão de Humor de Cerquilho, realizada em São Paulo. Participei da edição deste ano com dois cartuns (escrevi sobre eles em posts anteriores aqui e aqui) após um bom tempo sem concorrer em salões de humor. Resgatando meu histórico para escrever este post, lembrava-me q já fora premiado uma vez, em 2010, com um cartum também, mas tb consegui um 3º lugar em 2008, na 7ª edição do salão, mas na categoria quadrinhos. Com esta premiação eu acho q virei “freguês” do salão e fico feliz por saber q ele é um sobrevivente. Vivemos tempos difíceis em diversas atividades e a Cultura não fica de fora. Tenho notado uma baixa nos salões e festivais de humor nacionais – está certo q não ando procurando muito -, mas levando em consideração q a informação hj circula com mais facilidade, percebi uma queda nos salões realizados no Brasil. Torço para q este quadro mude e voltemos a ter mais incentivos não apenas nesta área, mas em tantas outras q precisam de recursos e apoio.

Parabenizo os premiados e agradeço mais uma vez a conquista de mais um prêmio. Como já me disseram pessoas queridas, esses resultados vão nos confirmando o nosso caminho. Mais q agradar nosso ego, é bom saber qndo nossas apostas geram resultados q almejamos. A perseverança e a paciência são postas à prova qdo não conseguimos a vitória como desejamos. Às vezes demora muito, cansamo-nos, pensamos em desistir, pensamos q “este não é o meu caminho”, mas a vida premia o esforço da persistência sadia, do trabalho sério e da dedicação q colocamos naquilo q acreditamos.

Texto sério, né? Bom, segue o cartum premiado e meus votos de vida longa ao Salão de Humor de Cerquilho!!

River raid

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Golomb, P5, yin yang, pássaros, corações e o que mais aparecer

Final de 2018, São Paulo. Fui apresentar meu trabalho sobre caligramas a partir de conceitos matemáticos na USP e ganhei um presente: uma palestra para turbinar minha criatividade proferida pelo amigo Antonio José Lopes Bigode. Durante algumas horas, fui apresentado a muito material de qualidade, mas algo q ficou registrado na minha mente foi uma engenhosa régua q podia ser feita com poucas marcações e ainda assim realizar muitas medidas. Trata-se de uma régua de Golomb (em homenagem ao matemático Solomon W. Golomb).

Veja a figura abaixo:

golomb-01

A “régua 1” traz todas as marcações de 0 a 3 e podemos realizar as medidas de 0 a 3. Todavia a segunda “régua” suprime a marcação relativa ao 2, mas ainda assim é possível realizar uma medida tomando o intervalo entre 1 e 3 (q é igual a 2). O desafio é encontrar réguas ditas perfeitas, ou seja, q possuam poucas marcações e consigam realizar todas as medições do seu intervalo. Até então, a maior régua perfeita encontrada tem tamanho igual a 6 e é feita usando apenas 4 marcações.

Intrigado com essa ideia, queria criar algo usando esse pensamento e bolei um “grid” formado por circunferências cujos diâmetros obedecem à regra da “régua de 6” (na figura abaixo, o grid é mostrado na parte superior esquerda). Passei então a preencher os espaços manualmente.

golomb-01

O resultado me agradou muito, mas não sei quanto tempo levaria para realizar todas as combinações possíveis desses “yin yangs assimétricos” (como acabei chamando). Resolvi então fazer algo usando P5. Minhas tentativas ainda estão rasas e não consegui programar algo q me ofereça o resultado q desejo.

Na imagem a seguir, consegui preencher de forma aleatória as circunferências do “grid” q eu criei, mas as “gotas” dos “yin yangs” ainda são um desafio para mim.

golomb_testes.png

Deixando de lado esse desafio mais “cascudo”, resolvi tentar algo mais fácil. Voltei então para a “régua de 3”, mas abandonei a ideia do “yin yang”. Rabiscando bastante, percebi q a combinação de 3 semi-círculos (e mais tarde triângulos tb) de diâmetros 1, 2 e 3 poderiam gerar sínteses gráficas interessantes. Ainda no P5, resolvi brincar um pouco e o resultado pode ser conferido abaixo: 3 composições criadas aleatoriamente, ao toque da tela (do celular ou do monitor). Clique sobre cada imagem e vc poderá conferir o efeito em uma outra nova janela.

birds1birds2birds3

Golomb, P5, yin yang, pássaros, corações e o que mais aparecer

Calçadas

Em meus movimentos cíclicos, eis-me novamente envolvido com as possibilidades q a programação pode oferecer para o trabalho de artistas visuais. Venho há um bom tempo estudando Processing e migrei para o P5, uma biblioteca q roda em Javascript e q aproveitou bastante do q aprendi com o Processing. Se for do seu interesse conhecer um pouco mais sobre P5, recomendo o canal Coding Train, do Daniel Shiffman. O cara manda muito bem e é minha referência no assunto.

Vou a passos lentos, num ritmo próprio. Aproveito, como sempre faço, a inspiração vinda do mundo q me cerca e, motivado pelo calçamento de algumas cidades, achei interessante reproduzir o desenho de alguns deles usando o P5. Tomei como ponto de partida as calçadas de duas grande cidades brasileiras: São Paulo e Rio de Janeiro. Lugares onde vivi/vivo e q são fonte de inspiração sempre.

É um desejo meu desenvolver alguns tutoriais para falar sobre design/ilustração/programação, mas tudo está meio embrionário. Em futuro próximo, quero comentar como foi o processo criativo para criar esses padrões, mas por ora o resultado pode ser conferido aqui e aqui.

rio_sp

Calçadas

Artes que dialogam e a matemática nossa de cada dia

Conheço alguns artistas visuais q tb gostam de se expressam em outros meios, principalmente a música. Há tb o contrário: músicos q se expressam em meios visuais. Na Matemática existe uma propriedade comum tanto à adição como à multiplicação: a ordem das parcelas/fatores não altera a soma/produto. É a tal da propriedade comutativa.

Cada meio expressivo possui suas características e acho q isso é o q me atrai. Tem coisas q eu não vou conseguir fazer no papel. Outras só serão possíveis nele. Pelo menos este é o meu caminho. E de vez em quando eu tento um “crossover”.

Tenho investido em algumas composições visuais usando um tópico da teoria dos conjuntos: a insterseção. Os “conjuntos” são formas e a interseção entre eles geram outras formas. Trabalho tb com as cores, sua complementaridade, suas adições e por aí vai.

A ilustração a seguir é um exemplo dessa misturada toda. E eu acabei disponibilizando a arte para venda na minha loja virtual no Colab55.

Violões

Artes que dialogam e a matemática nossa de cada dia

1/2 marguerita, 1/2 portuguesa

Gosto de papel e lápis. Até pq eu cresci com isso, só havia isso. Fui ter contato com o digital voltado para o trabalho de desenho/ilustração já “macaco velho”. E mesmo assim foi um caminho lento e ainda cheio de adaptações. Para usar “tablet” (e me desculpem os mais novos porque o q hj é conhecido como mesa digitalizadora, há pouco tempo atrás se chamava tablet) eu levei um bom tempo e nunca consegui desenhar olhando pra tela e rabiscando sem olhar para o suporte. A área do cérebro q faria isso não se desenvolveu. Felizmente evoluímos, conheci a Cintiq e comprei uma tempos depois. Foi uma revolução na minha produção. E mais recentemente, investi um bom dinheiro para comprar um I-Pad Pro e o Procreate.

Quem conhece meu trabalho sabe q nunca fui um daqueles virtuoses da arte digital. Meu “phtotoshop” é mediano; trabalho mais com vetor e nem assim é algo assombroso. Ganho na quantidade, na perseverança e no cansaço.

Sempre tem nanquim, papel, guache, lápis, perto de mim. Sempre visito esses meios e não seria eu se não o fizesse. O desenho a seguir é uma prova desse casamento entre o tradicional e o digital: parte feito em papel e nanquim usando uma técnica de arte-final q divulguei aqui e parte da colorização (bem trivial) feita no Procreate.

O resultado eu publico depois pois ele é meio “surpresa”. Tentei subir um timelapse gerado pelo próprio Procreate, mas minha conta no WP não me dá direito a subir vídeos. Sorry.

Quem quiser ver, basta procurar meu perfil no instagram.

E por hoje é só, pessoal!

1/2 marguerita, 1/2 portuguesa

O Dia do Pi

Pi é um dos números mais conhecidos e famosos. Para “homenageá-lo”, o dia 14 de março foi batizado de o Dia do Pi. Mas vc pode se perguntar: Pi começa com 3,14… e 14 de março seria 14/3… O q uma coisa tem a ver com a outra? É q a data só faz sentido se usarmos a língua inglesa, onde o mês antecede o dia. Enfim…

Há um bom tempo, fiz uma brincadeira em q tomei alguns dos infinitos algarismos de Pi, separei em blocos de 6 algarismos e converti esses blocos em cores (usando o sistema hexadecimal).

O resultado pode ser conferido aqui.

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O Dia do Pi