Asaro head – parte 2

Bom, se o post anterior tinha parte 1, grande chance de haver parte 2, certo? E realmente fiz de propósito. O desafio de realizar uma série de desenhos a partir de um mesmo tema me fez continuar e depois de representar o perfil do lado esquerdo da escultura da cabeça criada por John Asaro, parti para o lado direito. Quem já teve a curiosidade de ver como é o modelo, deve ter notado que há uma diferença na complexidade dos planos, isto é, os dois perfis não são iguais. O lado direito é mais simplificado que o esquerdo. Isto, certamente, possui justificativa, uma vez que essa escultura é largamente utilizada para estudar a cabeça humana. Entretanto, ao invés de começar com o perfil “mais simples”, fiz o contrário, mas não foi intencional. Todavia não tive a mesma disciplina observada no exercício anterior: ao invés de 7 desenhos (que cobriria uma semana), fiz apenas 4. Entretanto busquei variar os materiais e novamente fiz a experiência do desenho invertido. Seguem os resultados, bem como a vista da cabeça escolhida.

Diferente da primeira série, na minha opinião os desenhos estão melhores nesta coletânea. Até o desenho invertido me agradou mais que o realizado com a vista esquerda da cabeça, mas é de se esperar, não é mesmo? Quanto mais se pratica, a tendência é melhorar.

Asaro head – parte 2

Asaro head – parte 1

Jonh Asaro’s head é um modelo de escultura bem conhecido e utilizado por quem estuda representação da cabeça humana, quer seja em desenho, pintura, computação gráfica… Na internet a gente encontra até modelos tridimensionais. Optei por baixar um conjunto de fotos, com diversas visões da escultura. Em março de 2021, eu me desafiei a fazer um desenho por dia durante uma semana a partir de uma mesma vista do modelo. Escolhi uma vista “fácil”, um perfil para o desafio. Variei materiais e tentei algumas vezes o famoso desenho de ponta-cabeça (não, eu não desenhei plantando bananeira, apenas girei em 180 graus a imagem do modelo e fiz o desenho, rs) e um dia fiz apenas detalhes da cabeça. Não consegui fazer um desenho por dia, mas o intervalo entre os 7 é pequeno. Seguem as imagens e ao final uma foto da vista escolhida.

Asaro head – parte 1

Uma mulher brilhante

Salomea Skłodowska (tenta pronunciar o nome de família dela), mais conhecida como Marie Curie (mais fácil agora, né?), nasceu em Varsóvia, na Polônia, em 7 de novembro de 1867.
Foi vencedora de 2 Prêmios Nobel como pesquisadora: um de Física, em 1903, e outro em Química, no ano de 1911.
Submetida aos efeitos nocivos dos produtos que ela estudava sem precauções, morreu vitimada pela radioatividade (termo que ela inventou) em 4 de julho de 1934, com 66 anos.
Leia mais em: https://super.abril.com.br/historia/marie-curie-a-polonesa-mais-brilhante-do-mundo/

Marie Curie

Uma mulher brilhante

Fino traço

Arte-final sempre foi algo que me impressionou. Certa vez estive no estúdio onde funcionava a produção do Senninha e pude conversar com a galera que mandava bem no pincel com nanquim. Um dos arte-finalistas pediu alguns dos meus desenhos a lápis e finalizou-os com tinta. O detalhe do capricho foi o uso de guache branco para dar o acabamento do traço, coisa de profissa mesmo. Também é a hora em que alguns “erros” do desenho se apresentam: simetria errada, distorções e outras falhas, mas foi a primeira vez que vi um profissional dessa área trabalhando um desenho meu.
Sempre peno muito na hora dessa etapa em que a precisão é exigida num grau superlativo. O que eu faço é tirar partido dessa “imperfeição”, mas quando o trabalho exige firmeza, o suor desce pela testa. Para me dar uma mão nessa tarefa (agora vem a parte técnica do post rs), o Procreate possui um brush, o Studio Pen que desenha uma linha como se tivesse uma “goma” ou um “chiclete” que vai acertando o traço, corrigindo a curvatura da linha. Com certeza devem ter outras ferramentas para ajudar, mas por ora esse brush tem-me salvado a pátria!

Fino traço

“Fim de ano na (o resto vcs já sabem)”

Em um ano em que muita coisa aconteceu no modo virtual, 2020 me reservou bons momentos. A começar com minha primeira exposição virtual organizada pela equipe do Espaço Cultural do Colégio Pedro II. Iniciativa precursora por parte deles, tive a satisfação de estrear o novo formato. Em seguida, dois convites feitos pelo talentoso Sergio Glenes para falar sobre minhas investigações dentro da programação voltada para geração de imagens. Para fechar o ano, fui convidado pelo laboratório de histórias em quadrinhos da Universidade do Estado da Bahia, o Lab-HQ UNEB, para encerrar o II Workshop de Quadrinhos, Ilustrações e Humor Gráfico. Capitaneado pelo amigo e colega de profissão André Betonnasi e por seu assecla José Vinícius Sena, conversamos sobre origens, formação e minha produção dentro da ilustração, desenho de humor e animação. Para finalizar, um pouco sobre meus estudos dentro da arte generativa. A ideia era fazer um bate-papo de 2 horas e, se tivéssemos ensaiado, não teria saído tão legal! Se vc tiver paciência, confira aqui.

“Fim de ano na (o resto vcs já sabem)”

Re-flexões sobre adjetivos

Recentemente pensei um título para uma coleção de desenhos e lembrei q no idioma inglês os adjetivos não variam em número ou gênero, o q não acontece na língua portuguesa. Todavia muitos adjetivos em português não possuem todas as flexões.

Para o meu título, iria usar o adjetivo pequenas. Então me dei conta q o contrário de pequena (e pequeno) é grande e grande não flexiona em gênero. Daí minha cabeça começou a divagar. As grandes ideias, os grandes pensamentos não fazem distinção de gênero. Se estiverem juntos na mesma frase, pensamentos e ideias serão grandes. Entretanto um pensamento pequeno exigirá sua parte de masculino. Uma ideia pequena reclamará sua flexão no feminino e ao invés de aproximarem-se, separar-se-ão. E a coisa pode piorar, pois se estiverem na mesma frase, pensamentos e ideias serão pequenos, isto é, o masculino ainda vai dominar o gênero da oração!

Pensemos na grandeza. Viver na pequenez nos limita, afasta-nos, distancia-nos. De distância já nos basta o momento atual, pois um vírus, de microscópica pequenez, obriga-nos a fazer grandes sacrifícios.

Pensamentos, ideias grandes x pensamentos pequenos, ideias pequenas
Re-flexões sobre adjetivos

Arcos

No perfil q criei no Instagram, o CodingP5, além de rápidos resumos visuais sobre os comandos mais básicos sobre a ferramenta, apresento criações/experimentações minhas e desafios usando como referências o trabalho de outras pessoas.

Além dos comandos básicos de desenho para o desenho de pontos, linhas, retângulos e elipses, no pacote mais “avançado” está o comando para desenhar arcos. Eu acho um dos mais versáteis, pois muita coisa pode ser feita usando arcos.

Segue o “resumo visual” sobre o comando arc(), usado para o desenho de arcos, bem como um exercício baseado no trabalho Animodul, da Meikme. O trabalho deles é fantástico, baseado em muita geometria, estilização de formas e uso de cores vivas e vibrantes. Vale conferir!

Arcos

Fenestras

Hora de veicular umas coisas produzidas ao longo desses meses de quarentena.

Criei um perfil no Instagram para divulgar meus estudos de javascrpit/p5, chamado CodingP5 (tentei algum nome sintético em português, mas não consegui). Lá eu publico tanto meus experimentos pessoais, qto uma espécie de “tentativa de criar uma didática para iniciantes” (eu tb me considero um) com postagens visuais sobre os comandos de p5. Aqui no blog já publiquei alguns posts voltados a apresentar de forma bem iniciática os fundamentos desta biblioteca.

Uma das postagens foi uma série de janelas desenhadas utilizando apenas comandos básicos, como os usados para criar linhas e retângulos, bem como alterar espessura de traço e cores. Meu objetivo é mostrar q com pouca coisa já é possível ter resultados interessantes. Não quer dizer q seja rápido ou fácil. Para o desenho figurativo, muitos vão concordar q usar código parece reinventar a roda, uma vez q tudo deve ser criado do “zero”, linha por linha. Eu considero como um exercício de fixação de conceitos. Falar sobre aprendizado por repetição, desenvolvimento de paciência e perseverança parece um discurso bem difícil e desagradável em meio a uma atualidade tão instantânea e apressada, ansiosa e q perde o interesse rapidamente, ávida por novidades o tempo todo.

Fenestra é um termo antigo para janela. Janelas são criações q conectam o mundo exterior ao interior. O momento atual pede um cuidado com a casa interna e o mundo q nos cerca.

Fenestras