Sinais

Na Matemática, tome cuidado com os sinais! Um ponto de exclamação após um número significa q vc deve multiplicar todos os números inteiros de 1 até esse número. Essa parada se chama fatorial do número. Fique ligado!

Sinais

Traço mágico

Quando eu era garoto, havia um brinquedo q eu achava fantástico, chamado Traço mágico. Ele trazia uma tela retangular e dois controles laterais. Simples assim. Ao girar um dos controles, uma linha na cor preta era desenhada sobre a tela, q era um fundo cinza. Havia um botão para linhas verticais e um outro para linhas horizontais. Atuando sobre os dois ao mesmo tempo, a linha ficava “orgânica”. Para apagar o desenho, bastava sacudir o brinquedo. Nunca entendi como aquilo funcionava, até pq seu funcionamento não necessitava de baterias.

Traço mágico

Eu não era dos melhores, mas mesmo assim foi um brinquedo q marcou minha infância. Recentemente resolvi fazer uma “homenagem” e escrevi um código q simula o efeito gerado pelo brinquedo de forma aleatória. Para conferir o resultado, clique sobre a imagem acima ou aqui. Sugiro visitar o link e deixar o programa rodando por um tempo, enquanto vc faz outra coisa. Depois volte e confira o resultado. Para “apagar”, não adianta sacudir o celular ou o monitor. Terá q dar um “refresh” na tela.

Fiz também uma versão “avançada“. As possibilidades são infinitas.

canvas

Traço mágico

Diferentes formas de dizer 2020

Feliz 2020! Meio atrasado, mas ainda valendo, espero. No instagram já desejei feliz ano novo, mas é sempre bom passar por aqui e fazer o mesmo.

No dia 1º de janeiro, ainda no primeiro feriado do ano, apressei-me para fazer 2 rápidos cartuns acerca do número 2020 – q já começa polêmico, pois para muitos ele encerra uma década, ao passo q, para outros, começa uma. Nos desenhos a seguir, represento o novo ano usando o sistema binário de numeração e os conhecidos algarismos romanos. Utilizando este último, o número guarda um “padrão” parecido com o “vinte vinte” da numeração decimal, isto é, 2020 = MMXX (temos o uso de apenas duas letras e a repetição das mesmas). Os algarismos romanos ainda são utilizados em diversas situações, mas são muito burocráticos e nada práticos, sem dúvida. O ano passado, 2019, em romanos é escrito MMXIX. E olha q ainda está fácil. O ano do meu nascimento é MCMLXXVII (fica aqui o desafio de “traduzir” para o sistema decimal).

Para “dificultar” as coisas, em binário, 2020 usa 11 algarismos (entre zeros e uns)! Um número decimal pode ser reescrito em binário dividindo o número original por 2 sucessivamente e aproveitando-se os restos das divisões (q devem ser ou 0’s ou 1’s) e o quociente da última divisão.

2020 em binário
2020 em romanos

De todas as formas, 2020 ainda é a forma mais simples.

Diferentes formas de dizer 2020

No caminho do cartunista…

… tinha um poema.

Essa é a segunda (ou terceira) vez q me aventuro a fazer alguma coisa com a obra de Carlos Drummond de Andrade. Ler poemas nunca foi a minha paixão, mas confesso q quando encontro um q me agrade ou desperte a criatividade, difícil não querer fazer algo. É tarefa difícil pra mim, quase injusta, pois a obra se consagra como ela é (sem dúvidas de q há aqueles q fizeram adaptações tão brilhantes qto a obra original). O q faço está bem longe de se igualar – e nem quero – mas não consigo ficar indiferente ou quieto. Sobre o poema No meio do caminho, muita, muita coisa já foi dita e feita, inclusive conheci algumas traduções do poema para diversos idiomas, até mesmo o Tupi. Resolvi “esquentar” fazendo 2 cartuns usando partes do texto do poeta. Já rabisquei uma hq e um “jogo de palavras”. Como disse, é um poema bastante interessante para testar linguagens de expressão.

Por ora, os cartuns (q estou há um bom tempo sem fazê-los)

No meio do caminho
No meio do rim

Se não me engano, pois não tenho mais o desenho original, ganhei um salão de humor realizado em Minas Gerais cujo tema foi… “a pedra”. E com o poema Quadrilha, tb ganhei um outro salão, na categoria quadrinhos.

Drummond, como se vê, já me deu muitas alegrias.

No caminho do cartunista…

Rio 40 graus

A primavera resolveu se despedir mais cedo na capital do antigo Estado da Guanabara este ano. Desde domingo último, 15/12, os termômetros registraram altas temperaturas aqui no Rio de Janeiro. É o verão chegando. Difícil manter-se em casa sem uma boa refrigeração, difícil até para estudar, mas vamos lá. Algumas aquarelas, manchas de guache q depois viraram cabeças estilizadas e uma primeira tentativa de representar os telhados q avisto da janela do meu quarto feito à carvão.

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Rio 40 graus

Estudar é mais que aprender

Dia desses, estudando 3D, deparei-me com um questionamento sobre a geometria de um objeto e o resultado obtido após a aplicação de um “modificador”.  E se eu mudasse um pouco essa geometria?

Na figura abaixo, os cubos são “aparentemente” iguais, todavia o modo como eu trabalhei a geometria das faces foi interpretada de forma diferente após a aplicação de um determinado modificador. A partir do resultado obtido, tenho condições de usar este ou aquele caminho na hora de trabalhar formas mais complexas. O “problema” é q boa parte das pessoas quer aprender fazendo coisas grandes, complexas, “coisas foda”. Fazer coisas “simples”, “bobas”, quem quer? Quem gosta? Modelar cubo? Fala sério!

Gosto muito do Karatê Kid, o verdadeiro, “the real one” rs. Aquele do Daniel “San” e do eterno “Senhor Myagi”. Daniel queria aprender karatê (na verdade ele queria era aprender a dar porrada). Não ficar encerando carro, pintando cerca. Até na versão contemporânea do Karatê Kid – que ensina Kung Fu (hein?) – o exercício de “tira o casaco, põe o casaco” trazia um ensinamento subliminar: a mente e o corpo aprendendo por vias diferentes.

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Desculpa, são apenas cubos. Não tem dragão, super herói, pin-up ou rosto hiper mega realista

“Óbvio”? Não sei. Acho q todo estudo deve nos deixar um pouco mais maravilhados. Estudar não apenas para “aprender” e aplicar. Estudar para ter prazer, encantar-se, descobrir pelos próprios recursos. E o aprendizado do outro é patrimônio dele. Qdo conquistamos o “saber”, pode ser a coisa mais simples, é conquista nossa, intransferível. E se ainda não aprendemos, vamos pelo menos nos divertir. Estudar pode ser divertido tb.

Crianças adoram aprender. Ficamos adultos e muitas vezes perdemos essa capacidade. Meu receio é q isso se perca cada vez mais cedo. Felizmente tenho encontrado alguns artistas q estimulam o estudo dos exercícios “chatos”. O discurso é o mesmo: são nesses exercícios q a gente realmente aprende.

Bom, é isso por hoje.

Estudar é mais que aprender

“Pela tela, pela janela”

Novembro se despede num sábado de sol aqui no Rio de Janeiro. Aproveito o dia para tirar a ferrugem da aquarela depois de ter visto pela n-ésima vez ontem um documentário sobre o pintor Paul Klee. As aguadas serviram como aquecimento, um “polichinelo” para começar o dia.

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Aquecimento matinal. Ainda voltarei à aquarela. Por enquanto só brincadeiras.

A principal razão de ter optado pelo apartamento em q estou morando é uma espécie de “avanço” na sala com uma boa janela, quase do teto ao chão. Aí montei a prancheta e faço meus estudos tradicionais – o computador ficou no quarto, mas ele também já visitou este espaço, numa espécie de rodízio q promovo de tempos em tempos.

A vista da janela não dá para uma paisagem paradisíaca, bucólica ou algo do gênero. Minhas posses não me permitem isso ainda. Todavia gosto do q vejo: as construções vão-se “achatando” e o efeito final é o de um mosaico de retângulos (algo tb comum em alguns dos quadros de Klee). Há tb telhados em disposição triangular, outro tema q me agrada, mas q são melhor vistos da janela do meu quarto.

Hj arrisquei retratar um pouco desse mosaico, nada ainda com cor, apenas me concentrando nas linhas e massas. Escolho um pedaço da vista e realizo um esboço rápido, fugindo à tentação de riscar detalhes. Em seguida, com nanquim e pincel, busco a síntese com linhas e  manchas. Meu objetivo não ė partir para pintura, mas uso o pincel para gerar texturas e preencher áreas de forma rápida. Ao final, tento abrir luzes com o nanquim branco. O resultado final me agradou. Outros estudos virão.

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Vale destacar q, embora eu tenha usado uma foto para ilustrar o post, o desenho foi feito observando diretamente a cena. Noto uma diferença muito grande entre qdo desenho a partir de uma foto ou do motivo “real”, sendo este último bem mais dificil, por causa da escala dos objetos, a própria ótica e outros fatores mais subjetivos. Em todo caso, as 2 situações são desafiadoras.

“Pela tela, pela janela”