O Dia do Pi

Pi é um dos números mais conhecidos e famosos. Para “homenageá-lo”, o dia 14 de março foi batizado de o Dia do Pi. Mas vc pode se perguntar: Pi começa com 3,14… e 14 de março seria 14/3… O q uma coisa tem a ver com a outra? É q a data só faz sentido se usarmos a língua inglesa, onde o mês antecede o dia. Enfim…

Há um bom tempo, fiz uma brincadeira em q tomei alguns dos infinitos algarismos de Pi, separei em blocos de 6 algarismos e converti esses blocos em cores (usando o sistema hexadecimal).

O resultado pode ser conferido aqui.

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O Dia do Pi

Inspiração

Nasceu! Meu primeiro vídeo em q apresento um pouco de uma técnica q utilizo para finalizar alguns dos meus desenhos no papel. Dividido em duas partes, uma teórica e uma prática, a ideia aqui não é fazer o internauta copiar a técnica, mas inspirar, motivar, estimular. Digo isso pq ver outras pessoas trabalhando me estimula a fazer o meu trabalho.

Portanto, assistam e inspirem-se!

Inspiração

Procreate

To procreate – procriar

Crescei e multiplicai-vos – Gn 1:28

Procreate é o nome de um software gráfico muito utilizado por quem possui I-Pad. Como faço parte deste grupo, desde q vi o programa pela primeira vez eu quis usá-lo. Na internet vamos encontrar uma variedade muito grande de trabalhos desenvolvidos usando o programa. Trabalhos de cair o queixo. Não é o meu caso, leitor, sinto muito.

Gostei do programa (q dialoga com outros como o Photoshop pelo uso de camadas, brushes diversos, efeitos), mas eu confesso q uso cerca de 3 a 5% do q a ferramenta pode oferecer. Por ora me satisfaz, vou devagar “porque já tive pressa” e hoje “só levo a certeza/ de que muito pouco sei/ ou nada sei”.

Uma das coisas de q mais gostei foram os brushes q simulam lápis e caneta, bem como um outro chamado stucco. A maneira de preencher formas é bastante prática tb.

Carros Aves

Agora só me resta fazer o que o versículo pede: crescer e multiplicar. E tomar cuidado para não transformar to proceate em to procrastinate.

Procreate

Conteúdo próprio

Quem visitar meu site vai encontrar um pequeno texto em q falo sobre um momento muito particular na minha carreira. Segue o trecho:

Há um bom tempo, enquanto escrevia para meu blog, resolvi ilustrar o texto, cujo tema era sobre Matemática, com um cartum meu. Tempos mais tarde, uma editora entrou em contato comigo querendo utilizar o desenho como parte do material didático que estavam fazendo. Foi aí que tudo começou. De lá pra cá, venho desenvolvendo cartuns e tirinhas tendo como inspiração conteúdos escolares e muito desse material já fez parte de diversas obras.

Também sou ilustrador, mas não emplaquei muitos trabalhos. Por não possuir um estilo muito pessoal para ilustração, é difícil imprimir uma “marca”. Por um tempo tive uma agente q me alertou para essa questão do estilo pessoal. Era difícil vender meu trabalho. Sempre gostei muito de ilustração de livro. Eu e boa parte da torcida do Flamengo q gosta de ilustrar. O único trabalho q fiz de neste segmento foi para uma obra juvenil. Li o livro antes de fazer os desenhos, o q foi uma experiência muito boa. Pena q durou pouco.

Como ilustrador para livros didáticos, fico à mercê do q a editora pede, isto é, a criatividade fica condicionada. Mas como citei nas aspas acima, foi a partir de um desenho para uma postagem no meu blog q descobri q podia fazer conteúdo próprio e ainda licenciar o uso do mesmo, e esta eu considero a grande sacada: qdo sou contratado para fazer uma ilustração, ela acaba pertencendo ao cliente; no caso do licenciamento, a imagem ainda é minha e posso comercializá-la para mais de uma pessoa, quantas vezes quiser!

Coleciono algumas situações interessantes relativas a uso de imagem. Certa feita, um cliente me pediu para fazer uma tirinha sobre a revisão ortográfica da nossa língua. Eu fiz um cartum. O trabalho foi negado e precisei de fato fazer uma história em quadrinhos. O cliente aprovou e me pagou. A imagem reprovada eu consegui licenciar mais tarde para outra pessoa. Perdi o direito de comercialização sobre a tirinha, mas em compensação o cartum, q ainda é meu, me deu lucro mais tarde.

A imagem a seguir é outro exemplo: criado para participar de um salão de humor, acabei não emplacando. Todavia recentemente fechei o licenciamento da imagem para uma obra didática.

Evolução

Onde quero chegar com tudo isso? Para mim, o caminho de desenvolvimento de conteúdo próprio tem sido mais recompensador. É claro q não vivo apenas disso, mas estimulo e encorajo as pessoas a criarem seu próprio conteúdo. Os ganhos vêm tanto na realização pessoal qto no retorno financeiro conseguido com licenciamento.

E por hoje é só!

Conteúdo próprio

“Nada se cria, tudo se copia”

Tive a ideia para esse cartum há um tempo atrás. Arrisco a dizer q certamente alguém (ou “alguéns”) já deve ter feito algo parecido, igual ou melhor. Às vezes reluto em continuar ideias q parecem óbvias, movido pelos pensamentos de: “vc copiou a ideia de outra pessoa”; ou então “essa ideia é muito fraca!”

É inevitável, uma hora a gente vai copiar o outro ou seremos copiados pelos demais. É muita gente vivendo, pensando, criando. Muita gente já viveu, pensou e criou antes de nós. E muitos, muitos outros viverão, pensarão e criarão tb. Dois exemplos de “plágio inconsciente” aconteceram envolvendo trabalhos meus e de dois grandes cartunistas: Rodrigo Minêo e Dálcio Machado (os meus são este e este). Conheço o Rodrigo e até escrevi para ele, falando sobre a similaridade dos trabalhos e ele foi bastante tranquilo.

Postei o cartum a seguir no meu instagram e a receptividade foi muito boa (até me surpreendi). Mas como não faço textos reflexivos lá, resolvi falar um pouco sobre este trabalho aqui no blog. Tem gente q lê, gosta, se interessa. Independente de quem está na outra ponta, registrar, comentar, refletir sobre um trabalho tem tanto peso quanto a obra em si.

E convenhamos, ler 3 ou 4 parágrafos não arranca pedaço de ninguém, não é mesmo?

Sujô!

“Nada se cria, tudo se copia”

Nus estudos

Mais um sábado passou e venho mantendo a promessa de praticar técnicas tradicionais de ilustração, isto é, algo meio “digitaless”.

Devo dizer q, por muito tempo, condicionei estudar com fins práticos. Já comentei q estudar aquarela, no passado, foi movido pelo desejo de participar de salões de humor. Naquela época eu precisava de um “mote” para estimular os estudos. Depois acabei meio q usando isso pra tudo: a necessidade me fazia correr atrás de produzir. Não me refiro à necessidades externas, mas internas.

Ao publicar um story no Instagram mostrando minha mesa de trabalho do dia 2/2, um amigo me perguntou depois o q eu estava aprontando. Eu falei q não tinha nada em mente. Estava seguindo apenas uma meta de começo de ano: praticar, estudar, investigar. Até qdo isso será assim eu não sei, mas vou viver um dia de cada vez. Mesmo assim acabei dizendo q tencionava montar oficinas de ilustração. Mas isso só deverá acontecer mais à frente. E para tanto eu preciso praticar um pouco mais.

Se no passado eu me dizia, por exemplo: “vou fazer um cartum para participar de tal concurso” e isto me dava foco, tirando essa motivação, como fazer? No sábado eu simplesmente estendi os papéis sobre a bancada e… esperei. Nada na cabeça. Rapidamente a mente pragmática começa a zunir e a cobrar coisas como “vc está perdendo tempo”, “vc deveria estar fazendo isso, fazendo aquilo”. Dar ouvido a essas vozes é a pior coisa a fazer. Foi aí q tive o insight: vou riscar uns nus. Desenhei muito nu artístico qdo morei em São Paulo e um pouco qdo trabalhei na 2DLab. É um tema de q gosto muito, mas desta vez eu não iria ligar computador, selecionar modelo e desenhar. Fiz de memória, só para aquecer. Queria estudar pastel e guache. O nu não era o objetivo. E esses exercícios são ótimos, pois eles vão me dando dicas, caminhos, possibilidades para quando surgir um tema de verdade, ou seja, aumentam meu repertório. Após os nus, fiz mais dois estudos e terminei a parte da manhã de sábado.

À tarde a ideia era fazer algo mais objetivo, pois o treinamento “livre” foi durante a manhã. Mais “aquecido”, parti para desenvolver um rascunho antigo. Infelizmente não registrei as duas etapas iniciais: a marcação a lápis e a marcação com guache. Como ainda estou me aperfeiçoando com a técnica, ao cobrir o desenho a lápis com a tinta guache preta, veio-me um sentimento q, na minha opinião, difere o iniciante do veterano: acreditar q aquelas manchas pretas meio caóticas irão se tornar uma ilustração de fato. O iniciante vacila, hesita, quase desiste frente ao “caos” inicial. O veterano tem a experiência a seu favor. Ele sabe q o aparente “desastre” do começo é só um processo para chegar ao final. Eu estou no meio do caminho. Ainda dá desespero ver a técnica ser meio “selvagem”, mas sigo em frente, acreditando e perseverando.

O resultado me agradou e reforça o q relatei acima, isto é, se tivesse ficado com “medo de errar”, q é um sentimento dos mais comuns para quem está começando ou ainda caminhando, não me surpreenderia positivamente com o trabalho final.

Abaixo, alguns registros do que foi mais um sábado entre tintas, papéis e diversão.

 

Nus estudos