Uma mulher brilhante

Salomea Skłodowska (tenta pronunciar o nome de família dela), mais conhecida como Marie Curie (mais fácil agora, né?), nasceu em Varsóvia, na Polônia, em 7 de novembro de 1867.
Foi vencedora de 2 Prêmios Nobel como pesquisadora: um de Física, em 1903, e outro em Química, no ano de 1911.
Submetida aos efeitos nocivos dos produtos que ela estudava sem precauções, morreu vitimada pela radioatividade (termo que ela inventou) em 4 de julho de 1934, com 66 anos.
Leia mais em: https://super.abril.com.br/historia/marie-curie-a-polonesa-mais-brilhante-do-mundo/

Marie Curie

Uma mulher brilhante

Fino traço

Arte-final sempre foi algo que me impressionou. Certa vez estive no estúdio onde funcionava a produção do Senninha e pude conversar com a galera que mandava bem no pincel com nanquim. Um dos arte-finalistas pediu alguns dos meus desenhos a lápis e finalizou-os com tinta. O detalhe do capricho foi o uso de guache branco para dar o acabamento do traço, coisa de profissa mesmo. Também é a hora em que alguns “erros” do desenho se apresentam: simetria errada, distorções e outras falhas, mas foi a primeira vez que vi um profissional dessa área trabalhando um desenho meu.
Sempre peno muito na hora dessa etapa em que a precisão é exigida num grau superlativo. O que eu faço é tirar partido dessa “imperfeição”, mas quando o trabalho exige firmeza, o suor desce pela testa. Para me dar uma mão nessa tarefa (agora vem a parte técnica do post rs), o Procreate possui um brush, o Studio Pen que desenha uma linha como se tivesse uma “goma” ou um “chiclete” que vai acertando o traço, corrigindo a curvatura da linha. Com certeza devem ter outras ferramentas para ajudar, mas por ora esse brush tem-me salvado a pátria!

Fino traço

“Fim de ano na (o resto vcs já sabem)”

Em um ano em que muita coisa aconteceu no modo virtual, 2020 me reservou bons momentos. A começar com minha primeira exposição virtual organizada pela equipe do Espaço Cultural do Colégio Pedro II. Iniciativa precursora por parte deles, tive a satisfação de estrear o novo formato. Em seguida, dois convites feitos pelo talentoso Sergio Glenes para falar sobre minhas investigações dentro da programação voltada para geração de imagens. Para fechar o ano, fui convidado pelo laboratório de histórias em quadrinhos da Universidade do Estado da Bahia, o Lab-HQ UNEB, para encerrar o II Workshop de Quadrinhos, Ilustrações e Humor Gráfico. Capitaneado pelo amigo e colega de profissão André Betonnasi e por seu assecla José Vinícius Sena, conversamos sobre origens, formação e minha produção dentro da ilustração, desenho de humor e animação. Para finalizar, um pouco sobre meus estudos dentro da arte generativa. A ideia era fazer um bate-papo de 2 horas e, se tivéssemos ensaiado, não teria saído tão legal! Se vc tiver paciência, confira aqui.

“Fim de ano na (o resto vcs já sabem)”

Re-flexões sobre adjetivos

Recentemente pensei um título para uma coleção de desenhos e lembrei q no idioma inglês os adjetivos não variam em número ou gênero, o q não acontece na língua portuguesa. Todavia muitos adjetivos em português não possuem todas as flexões.

Para o meu título, iria usar o adjetivo pequenas. Então me dei conta q o contrário de pequena (e pequeno) é grande e grande não flexiona em gênero. Daí minha cabeça começou a divagar. As grandes ideias, os grandes pensamentos não fazem distinção de gênero. Se estiverem juntos na mesma frase, pensamentos e ideias serão grandes. Entretanto um pensamento pequeno exigirá sua parte de masculino. Uma ideia pequena reclamará sua flexão no feminino e ao invés de aproximarem-se, separar-se-ão. E a coisa pode piorar, pois se estiverem na mesma frase, pensamentos e ideias serão pequenos, isto é, o masculino ainda vai dominar o gênero da oração!

Pensemos na grandeza. Viver na pequenez nos limita, afasta-nos, distancia-nos. De distância já nos basta o momento atual, pois um vírus, de microscópica pequenez, obriga-nos a fazer grandes sacrifícios.

Pensamentos, ideias grandes x pensamentos pequenos, ideias pequenas
Re-flexões sobre adjetivos

Arcos

No perfil q criei no Instagram, o CodingP5, além de rápidos resumos visuais sobre os comandos mais básicos sobre a ferramenta, apresento criações/experimentações minhas e desafios usando como referências o trabalho de outras pessoas.

Além dos comandos básicos de desenho para o desenho de pontos, linhas, retângulos e elipses, no pacote mais “avançado” está o comando para desenhar arcos. Eu acho um dos mais versáteis, pois muita coisa pode ser feita usando arcos.

Segue o “resumo visual” sobre o comando arc(), usado para o desenho de arcos, bem como um exercício baseado no trabalho Animodul, da Meikme. O trabalho deles é fantástico, baseado em muita geometria, estilização de formas e uso de cores vivas e vibrantes. Vale conferir!

Arcos

Fenestras

Hora de veicular umas coisas produzidas ao longo desses meses de quarentena.

Criei um perfil no Instagram para divulgar meus estudos de javascrpit/p5, chamado CodingP5 (tentei algum nome sintético em português, mas não consegui). Lá eu publico tanto meus experimentos pessoais, qto uma espécie de “tentativa de criar uma didática para iniciantes” (eu tb me considero um) com postagens visuais sobre os comandos de p5. Aqui no blog já publiquei alguns posts voltados a apresentar de forma bem iniciática os fundamentos desta biblioteca.

Uma das postagens foi uma série de janelas desenhadas utilizando apenas comandos básicos, como os usados para criar linhas e retângulos, bem como alterar espessura de traço e cores. Meu objetivo é mostrar q com pouca coisa já é possível ter resultados interessantes. Não quer dizer q seja rápido ou fácil. Para o desenho figurativo, muitos vão concordar q usar código parece reinventar a roda, uma vez q tudo deve ser criado do “zero”, linha por linha. Eu considero como um exercício de fixação de conceitos. Falar sobre aprendizado por repetição, desenvolvimento de paciência e perseverança parece um discurso bem difícil e desagradável em meio a uma atualidade tão instantânea e apressada, ansiosa e q perde o interesse rapidamente, ávida por novidades o tempo todo.

Fenestra é um termo antigo para janela. Janelas são criações q conectam o mundo exterior ao interior. O momento atual pede um cuidado com a casa interna e o mundo q nos cerca.

Fenestras

Junho passou…

… e já estamos em quase meados de julho.

Então vai um post flashback, no estilo q fiz no mês de maio. Uma postagem por mês é bem coisa de preguiçoso, mesmo, mas os tempos são outros. Pelo menos fica o registro.

Depois da abertura da exposição virtual realizada pelo Espaço Cultural do Colégio Pedro II, rolou um “café cultural” com algumas colegas de trabalho. Entrevistado no melhor esquema à distância, falei um pouco sobre minha trajetória como desenhista/cartunista. O vídeo pode ser conferido aqui.

Teve também um bate-papo com um colega de profissão dos meus tempos dentro do mundo da animação, Sérgio Glenes. A “laive” rolou no Instagram, mas ficou gravada e pode ser conferida aqui. Foi muito legal, porém aqui resolvemos focar a conversa no meu trabalho de “ilustração com letrinhas”.

E pra fechar, junho é mês de festa junina, certo? Então seguem umas criações em homenagem ao período do ano de q mais gosto.

Agora é esperar pelo post de julho.

Junho passou…

Maio em dose dupla

Este mês me deu dois grandes retornos profissionais. Primeiro, tive um trabalho selecionado no concurso realizado pela Orquestra Sinfônica da Petrobras para comemorar os 250 anos do aniversário de Ludwig Van Beethoven. Foi uma grata surpresa, pois enviei várias propostas e a selecionada foi exatamente aquela de q eu menos gostei. A caricatura q fiz concorreu nas categorias de júri popular e júri profissional e pode ser vista no perfil do instagram da orquestra. Não vou mentir q muito embora a pré-seleção já tenha sido uma vitória pra mim (eu nunca fui selecionado para uma votação popular e muito menos com um trabalho de caricatura), comecei a alimentar esperanças e expectativas, munição preciosa para um sentimento de frustração diante da “derrota”. Competições são alvo de minhas reflexões e não são de agora. Qual o principal objetivo de uma competição? Por que competir? Por que se sentir bem ao vencer? Por que se sentir mal ao… perder? Mas só se aprende fazendo. Não somos obrigados a participar de nada, mas só passando pelo desafio para conhecermos nossa “sombra” ou nossos “fantasmas”. Mas assim, sem cobranças. Essas coisas devem ser leves. E tudo é exercício.

Caricatura selecionada no Concurso Beethoven 250 anos, promovido pela Orquestra Sinfônica da Petrobras

O segundo retorno foi minha primeira exposição, montada virtualmente para atender às condições atuais decorrentes da pandemia do corona vírus. Realizada pelo Espaço Cultural do Colégio Pedro II, a exposição reúne cartuns, quadrinhos e outros desenhos meus coletados ao longo de mais de 10 anos usando redes sociais para divulgar meu trabalho. E esta é uma coisa q só me toquei por conta da exposição. Foram selecionados trabalhos meus datados de 2007 até os dias atuais. Serve como uma espécie de registro de trajetória. Mas a história começa bem antes disso. Meu primeiro cartum selecionado em um concurso, por exemplo, data de 2000, ou seja, até o presente momento seriam em torno de 20 anos de carreira…

Eu queria ter feito uma exposição quando fiz 40 anos. Não rolou. Queria uma parada tradicional, material impresso, festa de abertura, essas coisas. Mas recebo bem esta oportunidade em novo formato. É novidade inclusive para os organizadores, acostumados a realizar exposições nos “moldes tradicionais”. O fato é q a pandemia tem mexido com tudo, é uma chamada global à reinvenção, adaptação, mudanças.

Olhando para o “copo cheio”, uma coisa boa deste modelo de exposição é q ela terá caráter permanente, isto é, poderá ser vista e revista sem prazo pra terminar. Pode inclusive ser aumentada e atualizada. Bacana, não? Mas onde vc poderá ver tudo isso? Clique aqui e visite; e, se puder, divulgue; e receba minha gratidão.

Traços de Humor

Ah! e também foi dia de pagamento da minha loja virtual na Colab55, hahaha. Conhece? Não? Passa lá!

Maio em dose dupla