O caderno de ideias

Vc já se deu conta de q antes de ser a pessoa q é, fisicamente falando, tudo começou com a união de dois gametas formando uma única célula? A partir daí foi um processo contínuo e initerrupto para chegar à forma q vc é hoje. E o processo não parou ainda…

Muitas vezes, qdo me pego querendo refletir sobre alguns assuntos, recorro a analogias do “mundo concreto” para me dar pelo menos uma orientação. Pode ser q eu me engane redondamente, mas é um recurso.

Levando tudo isso em consideração, fico pensando q uma criação obedece a um pensamento parecido. O trabalho não nasce pronto na forma: ele começa de um ponto e segue um “DNA” até ganhar corpo. A célula inicial é a ideia, o momento da concepção. A partir daí ou vc escolhe facilitar o desenvolvimento dela, ou parte para um “aborto”…

Isso foi libertador pra mim, pois me desobrigou a querer fazer o “acabado” de pronto. E comecei a curtir os “rudimentos” das minhas ideias. Para q elas não se perdessem, desde muito tempo faço questão de ter cadernos de ideias. São mais q os conhecidos sketch books. Os meus possuem rabiscos, croquis, listas de compras, telefones, localizadores de passagem aérea, contas… mas acima de tudo: ideias. E o registro delas não é dos mais elaborados. As linhas são simples, ingênuas, primárias, vacilantes por vezes. A intenção é impedir q aquele momento de “concepção” se perca dentro do emaranhado de pensamentos e afazeres q me cercam durante o dia. Imagino q com muitos outros deve acontecer o mesmo.

cadernos

Deu vontade de escrever este post porque, ao retomar com as Figurinhas de linguagem, vi q algumas delas estavam na sua forma “embrionária” em blocos de papel. Acompanhar a evolução da ideia, desde o momento incial até a sua maturidade formal é muito prazeroso. Dentro da minha dinâmica interna, procuro tomar consciência das minhas “fases” para não entrar em parafuso: em dados momentos, tenho mais vontade de registrar as ideias do q dar corpo a elas. E fico temendo nunca mais querer terminar nada… Em outros momentos, bate o “bloqueio” e o medo de nunca mais ter ideia nenhuma… Nesta hora, o caderno das ideias me salva, pois eh como se eu percebesse q o “bloqueio” seria como o hora para amadurecer boa parte daquelas sementes q adormecem nas páginas dos cadernos. No final das contas, tudo acaba se arranjando, buscando o equilíbrio.

idea

O caderno de ideias

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