O (meu) paradoxo das séries

Quem me conhece sabe q não sou dos melhores consumidores de séries. Mesmo assim, e graças ao largo desenvolvimento do gênero, é impossível ficar alheio ao movimento. Levo em consideração pelo menos dois quesitos qdo falo sobre séries: periodicidade e qualidade. Manter um bom ritmo de produção e ainda cuidar para não cair o nível não é tarefa fácil. Uma das coisas q sei nunca fui bom foi desenhar tirinhas. Exige disciplina acima de tudo. E vontade de continuar fazendo. Eu comecei algumas vezes, parei todas elas.

Paradoxalmente, gosto de fazer as minhas “séries”. Escolho um tema, investigo uma linguagem e faço algum trabalho. Geralmente são séries curtas, envolvendo mais design q desenho. Pra mim são “exercícios criativos”: meu único compromisso é exercitar. Todavia, uma dessas minhas “séries” é uma vencedora “pelo cansaço”. Há alguns anos, comecei a representar conceitos matemáticos de forma bem sintética, minimalista. Iniciei um tumblr, o MMC, e fui “alimentando” o blog com material “puxado da memória”. No começo foi fácil, eufórico. Cerca de 20 posts criados, montei uma animação de 1 minuto. Meu objetivo agora era chegar aos 50 posts. Quando finalmente atingi o número (pesquisando e sofrendo um pouco pra chegar lá!), diagramei um pôster com as imagens criadas até então. Divulguei o cartaz e o post foi o mais curtido do blog. Parti então para comercializar o pôster, colocando-o à venda em dois sites internacionais, o Society 6 e o Artflakes. Fiz também uma variação para canecas… e não é q consegui vender alguns produtos?

Tudo isso acontecendo em paralelo com outros projetos e trabalhos em q eu me envolvi. Já havia ultrapassado a marca de 50 imagens qdo montei o pôster. Meu objetivo agora era chegar a 100 imagens. Aqui vai uma observação interessante. 50 eh bem mais q o o dobro de 20. Em termos percentais, estamos falando de um aumento de 150%. Isto é muito mais q passar de 50 para 100, o q representa um acréscimo de 100%. Mas na prática, não é bem assim: para passar de 20 para 50, eu precisei fazer 30 imagens. Passar de 50 para 100 implicaria fazer MAIS 50!  Comentei acima q chegar à marca de 50 foi quase “um parto”. Devagar e sempre, comprometendo a tal da periodicidade (q não é o meu forte), fui caminhando de “grão em grão”. Tudo isso trabalhando sozinho… Recentemente retomei o contato com um professor de Matemática q conheci há alguns anos e q gostou muito do material do MMC. Da conversa q tivemos, uma “oxigenada” nas ideias e mais material para atingir o cabalístico número 100… Estou quase lá.

Acredito q nada acontece ao acaso. Qdo vc está envolvido em qualquer coisa, seus sentidos ficam afiados, em alerta constante. Seu poder de decifrar “sinais” fica mais forte. Repare q, se vc está interessado em comprar alguma coisa, vai “estranhar” uma maior quantidade de propaganda sobre a tal coisa. Na verdade foi seu sentido q ficou mais apurado, não a quantidade de propaganda q aumentou. Com criação acho q funciona semelhante. Dia desses estava dirigindo e passou por mim um carro da marca Audi. Rapidamente vi os 4 círculos da marca e imaginei-os de tamanhos diferentes e no mesmo centro. Tive a ideia para a imagem a seguir:

Uma outra imagem veio nas minhas noites de insônia, tentando dormir. Esta, para minha felicidade, está num importante site espanhol de divulgação da Matemática, o Divulgamat, como a imagem do mês de março de 2015. E quem me informou foi Antonio José Lopes Bigode, o professor de Matemática q citei acima, ou seja, nada por acontece por acaso.

Screen Shot 2015-03-04 at 9.42.28 AM

O (meu) paradoxo das séries

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