O Homem que Calculava

Dia 6 de maio é uma data relevante para a comunidade matemática: este dia foi instituído como o Dia Nacional da Matemática. E qual a razão da escolha? Tal data celebra o aniversário do professor, escritor e matemático brasileiro Julio Cesar de Mello e Souza, mais conhecido pelo heterônimo de Malba Tahan, q nasceu em 1895 e faleceu em 1974.

Três anos mais tarde eu nasci, mas levei outros quinze para ter contato com a obra do escritor carioca, mais precisamente em uma aula de Física, quando o professor resolveu contar uma história singular à turma: o clássico problema da divisão de 35 camelos entre 3 irmãos. A solução, engenhosa, despertou meu interesse e curiosidade. Não me recordo quando comprei o livro, mas o li algumas vezes e sonhei alto.

Parte deste sonho foi transportar as aventuras do livro para os quadrinhos. Um trabalho árduo, monumental. Ensaiei a empreitada várias vezes, sempre esbarrando em toda uma sorte de desculpas. A última tentativa tem cerca de 5 anos, mais ou menos.

Em 2014, comecei a trabalhar no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, e já nos primeiros dias de trabalho eu soube q Julio Cesar havia sido professor do colégio. Em 2017 e 2018, os eventos mais importantes do mundo da Matemática acontecerão no Brasil. E o Colégio Pedro II resolveu entrar no circuito e organizou um evento que durará até o fim de 2018: o Festival da Matemática do Colégio Pedro II – FESTMATCP2.

E o q eu tenho a ver com tudo isso? O colégio me fez o convite para expor o que já havia feito sobre Malba Tahan! Agora eu precisava correr para cumprir pelo menos a meta inicial que era quadrinizar o famoso problema dos 35 camelos.

Em 5 de maio o FESTMATCP2 teve início e o colégio bancou a impressão do trabalho para exposição. Mas resolvi mostar as 6 primeiras páginas q compõem essas idas e vindas. Contei, para tanto, com a ajuda de um grande colorista, Diego Luis, que conheci nos áureos tempos quando ainda trabalhava na 2DLab.
As páginas podem ser vistas clicando sobre a imagem abaixo.

No dia 6 de maio, consegui colocar no ar o trabalho. Pelo Facebook muita gente curtiu e compartilhou, mas o q mais me chamou a atenção foi o fato de que este livro fez parte da vida de muita gente, o q me deixou feliz, satisfeito e, quem sabe, encorajado a seguir em frente.

Por ora, fica a homenagem à memória do talentoso escritor e do professor que dividiu minha vida em antes e depois de Malba Tahan.

E para terminar, algumas “curiosidades”: para adaptar o capítulo 1, usei uma página de quadrinhos; para o capítulo 2, duas; e para o 3, três páginas. Temos 6 no total. 1, 2 e 3 são os divisores de 6. Se vc somá-los ou multiplicá-los, tb teremos 6 como resultado. E 6 foi o dia em q Malba Tahan nasceu. Tá bom, né?

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