Re-flexões sobre adjetivos

Recentemente pensei um título para uma coleção de desenhos e lembrei q no idioma inglês os adjetivos não variam em número ou gênero, o q não acontece na língua portuguesa. Todavia muitos adjetivos em português não possuem todas as flexões.

Para o meu título, iria usar o adjetivo pequenas. Então me dei conta q o contrário de pequena (e pequeno) é grande e grande não flexiona em gênero. Daí minha cabeça começou a divagar. As grandes ideias, os grandes pensamentos não fazem distinção de gênero. Se estiverem juntos na mesma frase, pensamentos e ideias serão grandes. Entretanto um pensamento pequeno exigirá sua parte de masculino. Uma ideia pequena reclamará sua flexão no feminino e ao invés de aproximarem-se, separar-se-ão. E a coisa pode piorar, pois se estiverem na mesma frase, pensamentos e ideias serão pequenos, isto é, o masculino ainda vai dominar o gênero da oração!

Pensemos na grandeza. Viver na pequenez nos limita, afasta-nos, distancia-nos. De distância já nos basta o momento atual, pois um vírus, de microscópica pequenez, obriga-nos a fazer grandes sacrifícios.

Pensamentos, ideias grandes x pensamentos pequenos, ideias pequenas
Re-flexões sobre adjetivos

Arcos

No perfil q criei no Instagram, o CodingP5, além de rápidos resumos visuais sobre os comandos mais básicos sobre a ferramenta, apresento criações/experimentações minhas e desafios usando como referências o trabalho de outras pessoas.

Além dos comandos básicos de desenho para o desenho de pontos, linhas, retângulos e elipses, no pacote mais “avançado” está o comando para desenhar arcos. Eu acho um dos mais versáteis, pois muita coisa pode ser feita usando arcos.

Segue o “resumo visual” sobre o comando arc(), usado para o desenho de arcos, bem como um exercício baseado no trabalho Animodul, da Meikme. O trabalho deles é fantástico, baseado em muita geometria, estilização de formas e uso de cores vivas e vibrantes. Vale conferir!

Arcos

Fenestras

Hora de veicular umas coisas produzidas ao longo desses meses de quarentena.

Criei um perfil no Instagram para divulgar meus estudos de javascrpit/p5, chamado CodingP5 (tentei algum nome sintético em português, mas não consegui). Lá eu publico tanto meus experimentos pessoais, qto uma espécie de “tentativa de criar uma didática para iniciantes” (eu tb me considero um) com postagens visuais sobre os comandos de p5. Aqui no blog já publiquei alguns posts voltados a apresentar de forma bem iniciática os fundamentos desta biblioteca.

Uma das postagens foi uma série de janelas desenhadas utilizando apenas comandos básicos, como os usados para criar linhas e retângulos, bem como alterar espessura de traço e cores. Meu objetivo é mostrar q com pouca coisa já é possível ter resultados interessantes. Não quer dizer q seja rápido ou fácil. Para o desenho figurativo, muitos vão concordar q usar código parece reinventar a roda, uma vez q tudo deve ser criado do “zero”, linha por linha. Eu considero como um exercício de fixação de conceitos. Falar sobre aprendizado por repetição, desenvolvimento de paciência e perseverança parece um discurso bem difícil e desagradável em meio a uma atualidade tão instantânea e apressada, ansiosa e q perde o interesse rapidamente, ávida por novidades o tempo todo.

Fenestra é um termo antigo para janela. Janelas são criações q conectam o mundo exterior ao interior. O momento atual pede um cuidado com a casa interna e o mundo q nos cerca.

Fenestras

Junho passou…

… e já estamos em quase meados de julho.

Então vai um post flashback, no estilo q fiz no mês de maio. Uma postagem por mês é bem coisa de preguiçoso, mesmo, mas os tempos são outros. Pelo menos fica o registro.

Depois da abertura da exposição virtual realizada pelo Espaço Cultural do Colégio Pedro II, rolou um “café cultural” com algumas colegas de trabalho. Entrevistado no melhor esquema à distância, falei um pouco sobre minha trajetória como desenhista/cartunista. O vídeo pode ser conferido aqui.

Teve também um bate-papo com um colega de profissão dos meus tempos dentro do mundo da animação, Sérgio Glenes. A “laive” rolou no Instagram, mas ficou gravada e pode ser conferida aqui. Foi muito legal, porém aqui resolvemos focar a conversa no meu trabalho de “ilustração com letrinhas”.

E pra fechar, junho é mês de festa junina, certo? Então seguem umas criações em homenagem ao período do ano de q mais gosto.

Agora é esperar pelo post de julho.

Junho passou…

Maio em dose dupla

Este mês me deu dois grandes retornos profissionais. Primeiro, tive um trabalho selecionado no concurso realizado pela Orquestra Sinfônica da Petrobras para comemorar os 250 anos do aniversário de Ludwig Van Beethoven. Foi uma grata surpresa, pois enviei várias propostas e a selecionada foi exatamente aquela de q eu menos gostei. A caricatura q fiz concorreu nas categorias de júri popular e júri profissional e pode ser vista no perfil do instagram da orquestra. Não vou mentir q muito embora a pré-seleção já tenha sido uma vitória pra mim (eu nunca fui selecionado para uma votação popular e muito menos com um trabalho de caricatura), comecei a alimentar esperanças e expectativas, munição preciosa para um sentimento de frustração diante da “derrota”. Competições são alvo de minhas reflexões e não são de agora. Qual o principal objetivo de uma competição? Por que competir? Por que se sentir bem ao vencer? Por que se sentir mal ao… perder? Mas só se aprende fazendo. Não somos obrigados a participar de nada, mas só passando pelo desafio para conhecermos nossa “sombra” ou nossos “fantasmas”. Mas assim, sem cobranças. Essas coisas devem ser leves. E tudo é exercício.

Caricatura selecionada no Concurso Beethoven 250 anos, promovido pela Orquestra Sinfônica da Petrobras

O segundo retorno foi minha primeira exposição, montada virtualmente para atender às condições atuais decorrentes da pandemia do corona vírus. Realizada pelo Espaço Cultural do Colégio Pedro II, a exposição reúne cartuns, quadrinhos e outros desenhos meus coletados ao longo de mais de 10 anos usando redes sociais para divulgar meu trabalho. E esta é uma coisa q só me toquei por conta da exposição. Foram selecionados trabalhos meus datados de 2007 até os dias atuais. Serve como uma espécie de registro de trajetória. Mas a história começa bem antes disso. Meu primeiro cartum selecionado em um concurso, por exemplo, data de 2000, ou seja, até o presente momento seriam em torno de 20 anos de carreira…

Eu queria ter feito uma exposição quando fiz 40 anos. Não rolou. Queria uma parada tradicional, material impresso, festa de abertura, essas coisas. Mas recebo bem esta oportunidade em novo formato. É novidade inclusive para os organizadores, acostumados a realizar exposições nos “moldes tradicionais”. O fato é q a pandemia tem mexido com tudo, é uma chamada global à reinvenção, adaptação, mudanças.

Olhando para o “copo cheio”, uma coisa boa deste modelo de exposição é q ela terá caráter permanente, isto é, poderá ser vista e revista sem prazo pra terminar. Pode inclusive ser aumentada e atualizada. Bacana, não? Mas onde vc poderá ver tudo isso? Clique aqui e visite; e, se puder, divulgue; e receba minha gratidão.

Traços de Humor

Ah! e também foi dia de pagamento da minha loja virtual na Colab55, hahaha. Conhece? Não? Passa lá!

Maio em dose dupla

1.10 “Retangulando”

Finalmente chegamos ao último post desta série sobre fundamentos de Javascpript/p5. Na postagem anterior, vimos como desenhar elipses e círculos usando o comando ellipse(). Vimos também q algumas das instruções aplicadas aos comandos point() e line(), como o stroke() e o strokeWeight(), também servem para o ellipse(). Conhecemos ainda novos comandos para personalização como o fill(), o noFill() e o noStroke(). Agora vem a melhor parte: tudo o q serve para o comando ellipse() tb serve para o comando rect(), usado para desenhar retângulos e quadrados. Vejamos.

Da mesma forma q o comando ellipse() usa 4 valores para construir uma elipse, o comando rect() tb usa 4 parâmetros. A sintaxe básica é a seguinte:

rect (x, y, l, a);

Os dois primeiros parâmetros indicam as coordenadas do ponto localizado no canto superior esquerdo do retângulo. Os dois outros dizem respeito à largura e altura do retângulo respectivamente.

retangulos_1
Retângulo simples criado usando 4 valores

No exemplo acima, nota-se q o retângulo criado possui preenchimento na cor branca, espessura na cor preta e de 1px de espessura. Esses valores são o padrão. Para alterá-los, use os comandos stroke(), strokeWeight() e fill(). Caso deseje eliminar o contorno ou o preenchimento, use os comandos noStroke() e noFill() respectivamente.

retangulos_2
Retângulos criados variando os parâmetros de contorno e preenchimento

Da mesma forma q para criar um círculo, basta repetir os dois últimos valores dentro dos parênteses do comando ellipse(), para criar um quadrado, fazemos o mesmo no comando rect().

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Um quadrado é um retângulo de largura e altura iguais

A definição de retângulo leva em consideração a natureza dos seus 4 ângulos internos, q são iguais a 90 graus, ou seja, 4 ângulos retos (reto + ângulo = retângulo). Todavia é possível criar retângulos de cantos arredondados e até um círculo a partir de um quadrado! Para tanto, basta inserir de 1 a 4 valores após os 4 primeiros usados na criação de um retângulo, ou seja, é possível declarar até 8 valores dentro dos parênteses do comando rect()! A sintaxe é a seguinte:

rect (x, y, l, a, se, sd, id, ie);

se = raio do canto superior esquerdo;
sd = raio do canto superior direito;
id = raio do canto inferior direito;
ie = raio do canto inferior esquerdo;

retangulos_4
O comando rect() admite até 8 valores dentro dos parênteses. Os 4 últimos dizem respeito ao raio dos 4 cantos do retângulo

Para desenhar um círculo a partir de um retângulo, basta repetir os valores da largura e altura e declarar mais um valor correspondente à metade da largura (q será o raio q “arrendondará” os 4 cantos do retângulo).

retangulos_6
Um jeito diferente (mas não muito prático) de construir um círculo usando o comando rect()

E assim encerramos esta “unidade de apresentação”. Nas postagens seguintes, antes de passar para um nível mais avançado e falar sobre outros comandos de p5, vou sugerir alguns desafios e realizar alguns exercícios provando q o conteúdo visto até agora já nos permite criar coisas bem interessantes.

No instagram eu criei um perfil chamado CodingP5 (desculpem, mas a palavra em inglês fica mais sonora). Lá eu postarei coisas mais rápidas sobre p5, aproveitando q é uma plataforma mais dinâmica. Meu passo seguinte será criar um canal no YouTube para migrar essas postagens de texto para o formato de vídeo. Foi interessante ter escrito os posts no meu blog pois servirão de roteiro para mim na hora de filmar.

Também foi muito gratificante ter parado e me desafiado a colocar “no papel” conteúdos q venho estudando de forma livre. Este exercício me fez “aterrar” o conhecimento e criar um percurso, uma trajetória a ser seguida, bem como estudar de forma mais disciplinada. A jornada é longa, mas será divertida.

E como diz aquele desenho animado: por hoje é só, pessoal!

1.10 “Retangulando”

1.9 Elipses e círculos

Penúltimo post desta série sobre fundamentos de Javascript/p5, o comando da vez nos ajudará a desenhar círculos sem “apelar” para o point().

O comando ellipse(), como o nome diz, desenha elipses. Tome um cone e faça um corte diagonal na mesma sem atingir a base do objeto. O corte gera duas elipses, uma em cada parte do cone. Por isso a elipse faz parte de um conjunto de figuras chamadas de cônicas, já conhecidas no passado, mas que foram batizadas (e melhor estudadas) por um matemático grego chamado Apolônio de Perga.

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Página de um trabalho em que relaciono as cônicas matemáticas às figuras de linguagem

Uma das características da elipse é q ela possui dois pontos notáveis: os focos. Quanto mais próximos os focos, mais “arredondada” é a elipse. Se ambos forem iguais, isto é, sobrepostos, temos um caso particular da elipse, q é o círculo.

Circlope
Um cartum em que brinco com elipses e círculos

Agora voltemos à programação. Da mesma q forma q o comando line() trabalha com 4 dados para desenhar um segmento de linha reta, o ellipse() também precisará de 4 valores para criar uma elipse. A sintaxe é a seguinte:

ellipse(x, y, l, a);

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Elipse “básica” utilizando 4 valores

Os valores de x e y, determinam o centro da elipse no plano. Já os valores para l e a determinam a largura e a altura da figura respectivamente. Se l e a forem iguais, teremos um círculo.

elipses_2
Se os dois últimos parâmetros do comando ellipse() forem iguais, a figura resultante será um círculo

DICA: Uma outra forma de desenhar um círculos é usar apenas três valores dentro dos parênteses. Os 2 primeiros continuam sendo as coordenadas do ponto central e o terceiro valor é interpretado duas vezes, gerando um desenho circular.

Note q por “padrão”, a elipse é desenhada com uma cor de preenchimento (branca) e um contorno (1px de espessura e na cor preta). Podemos alterar esses parâmetros, sendo q dois deles nós já vimos antes. Para a espessura do contorno usamos o comando strokeWeight() e a cor dele é modificada com o comando stroke().

elipses_3
Elipse com valores de stroke() e strokeWeight() personalizados

Agora vamos dar um passo além e conhecer mais um comando de modificação, o fill(). Esta instrução altera a cor de preenchimento da figura. Da mesma forma q o comando stroke(), se houver apenas um valor dentro dos parênteses, teremos um tom de cinza. Se tivermos 3, será gerada uma cor obedecendo ao sistema RGB.

elipses_4
Elipse com o valor de preenchimento modificado

Mas ainda é possível eliminar tanto o contorno como o preenchimento da figura. Basta usar noStroke() para sumir com o contorno e noFill() para apagar o preenchimento antes de desenhar os objetos.

elipses_5
Nas elipses acima, a primeira não possui preenchimento – noFill(); já a outra não possui contorno – noStroke()

Nosso repertório vai aumentando gradativamente. Na próxima postagem veremos um comando q nos ajudará a desenhar retângulos e quadrados.

1.9 Elipses e círculos

Uma ajudinha aí

Dicas_de_desenho_montagem

Já faz um bom tempo q eu queria fazer algo do tipo, mas ou achava arriscado falar sobre o tema ou faltava vontade mesmo.

Não vivo de desenho, mas passo boa parte do meu tempo envolvido com essa atividade. Daí o título desta “série”. Com certeza o assunto pode ter vários desdobramentos, com aprofundamentos. Não é o meu objetivo. Reuni 5 dicas q procuro fazer com regularidade. A lista não é hierárquica, nenhuma dica é melhor ou mais importante q a outra. Talvez sirva para vc ou para alguém q vc conheça e esteja precisando de uma “forcinha”.

Dica 1 – Tenha sempre um caderno à mão

Você pode ter hora certa para treinar o desenho, mas certamente um insight, uma ideia, um “estalo” não vão esperar vc estar com o melhor material, no local local adequado, com o tempo voltado para isso. Tenho ideias vendo TV, dirigindo ou no banco do carona, ouvindo uma conversa entre colegas, dormindo. Acredite, elas virão sem pedir licença ou cerimônia, atropelando seu almoço ou qq outra coisa. Também elementos da paisagem, coisas q vc vê na rua, pessoas, animais vão chamar sua atenção e se vc não estiver preparado para registrar isso tudo, uma hora ou vc vai esquecer ou vai perder os detalhes. Andar com um bloco (e lápis ou caneta, é claro) à mão ajuda a registrar essas ou outras coisas q despertem seu interesse. Tenha mais de um caderno, de tamanhos variados. Alguns vc poderá levar no bolso, outros poderão ocupar sua bolsa ou mochila ou ainda ficar em cômodos da sala, mas acostume-se a ter um caderno próximo a vc.

Dica 2 – Goste do seu traço

Sobre a dica número 1 vc já deve ter ouvido, visto ou lido coisas a respeito. Mas eu não me recordo de ter ouvido coisas similares ao q vou comentar agora (devem existir, mas eu nunca achei). Gostar do próprio traço é uma jornada para a vida. Alguns dias vc vai achar lindo o q está desenhando. Noutros, vai rasgar tudo e nada vai lhe agradar. Vai desejar desenhar como aquele seu ídolo e se frustará pq vc não é ele (e nunca será, acredite). Ainda em outros dias terá um pouco de “paz interior”, pq sabe q o seu traço é único (e é, acredite). Oscilaremos entre bons períodos e outros não tão legais, mas é assim mesmo. Estamos todos aprendendo. Nosso olhar muda, nosso gesto muda, nosso traço também. Aprendamos a gostar de cada uma dessas etapas. Uma coisa q me ajuda muito é o distanciamento. Quando vc tiver mais de um caderno preenchido (olha a dica 1 aí fazendo sentido!), poderá comprovar o q estou falando. Ao folhear meus blocos antigos, admiro os progressos, as soluções q encontro, o qto já caminhei. Pode também rolar aquela sensação de quando se olha foto antiga: q cabelo horrível! como engordei! como podia usar esse tipo de roupa! ufa! estou bem melhor agora. Tudo faz parte.

Dica 3 – Pesquise suas referências

Existe uma frase atribuída a Isaac Newton: Se eu vi mais longe, foi por estar sobre ombros de gigantes. Nosso trabalho sempre terá alguma influência de quem já viveu antes ou tem mais experiência do que a gente. Pesquisar, estudar, compreender a obra dos nossos ídolos ou referências nos ajuda a sermos nós mesmos, mas lembre-se, nada de se comparar ou querer ser um “segundo fulano ou fulana de tal”.
Como comecei com uma frase, tentei verificar a veracidade de uma outra, desta vez dita por um dos Beatles, porém não achei a fonte, mas o texto era mais ou menos assim: quanto mais copiei (copiamos?) Elvis Presley, mais me tornei John Lennon (nos tornamos Beatles).

Dica 4 – Pratique um pouco diariamente

Tá certo, essa aqui é o calcanhar de aquiles. Eu pratico desenho TODO DIA? Não, não dá. Cotidiano, imprevistos, preguiça mesmo, tudo entra no pacote para deixar para o dia seguinte. Recentemente li em um livro q bastariam apenas 15 minutos (no caderno sempre à mão, claro) diariamente para a gente treinar. Veja só, 15 minutos. Quanto tempo a gente passa em redes sociais, por exemplo? Dá uma olhadinha no aplicativo q tem no seu celular q faz isso pra vc e pense a respeito.
Dizem (outra frase q a gente ouve e meio q passa sem comprovar a veracidade, mas tentei também, sem sucesso) q um famoso violonista teria dito: quando não pratico (violão) por um dia, eu sinto a diferença; quando não pratico por dois dias, meu público nota a diferença. Se isso foi dito ou não, particularmente pouco me importa. O fato é q o exercício constante e perseverante é fundamental no desenho (e não apenas nele).

Dica 5 – Treine o desenho de observação

Pra fechar. A menos q vc tenha uma mente prodigiosa, fotográfica, como se diz, desenhar de memória é pra poucos. Ou para aqueles q já praticaram muuuuuito. Na hora de desenhar isto ou aquilo, pegue uma ou mais referências fotográficas sobre o tema, estude, compreenda, decomponha, risque e rabisque. Mais tarde isso ficará na sua cabeça e aí, sim, vc poderá desenhar… de memória.

Fico por aqui. Mais uma vez peço perdão por citar frases sem comprovar a veracidade, mas fiquemos com o conteúdo delas. E agora é só por em prática.

Uma ajudinha aí

1.8 Linhas

Estamos chegando ao final desta parte introdutória de Javascript/P5. Meu objetivo foi ser bastante “iniciático” e não avançar muito. Para finalizar as 10 postagens desta “unidade”, separei um “apêndice” q conterá três comandos de desenho muito utilizados em P5: o line(), o ellipse() e o rect(), usados para desenhar linhas retas, elipses e retângulos, respectivamente.

Neste post falaremos sobre o line().

Para criar uma linha reta, precisamos de apenas dois pontos distintos, isto é, eles não podem ser iguais. Por um ponto passam infinitas linhas, mas por dois pontos (distintos), passa apenas uma única linha reta. A sintaxe será a seguinte:

line(x1, y1, x2, y2);

Para desenhar uma linha usando P5, precisaremos de 4 valores, sendo os dois primeiros usados para desenhar o ponto inicial da linha (x1 e y1), e o dois últimos (x2, y2), para desenhar o ponto final. A seguir um exemplo simples de construção de uma linha reta.

linhas_1
Uma linha desenhada usando 4 valores, dois para o ponto inicial e dois para o ponto final

No exemplo, o ponto inicial encontra-se nas coordenadas x1 = 100, y1=100 e o ponto final está em x2=300, y2=300.

Se quisermos q a linha seja “infinita”, precisaremos usar os valores 0, widht e height para desenhar a linha, como ilustrado a seguir.

linhas_2
Linha “infinita” atravessando uma das diagonais do canvas

Da mesma forma como podemos alterar a espessura e a cor do ponto usando os comandos strokeWeight() e stroke(), podemos usar os mesmos parâmetros para modificar a espessura e o cor da linha. Se nada for configurado, a espessura da linha será de 1 pixel e a cor será preta.

linhas_3
Podemos alterar a espessura e cor da linha criada

No exemplo anterior, a espessura da linha é de 25 pixels e a cor do traço é um valor de RGB q gera a cor azul (R = 0, G  =0 e B = 255).

Existe ainda um parâmetro de “acabamento” da linha, o strokeCap(). Por padrão, as extremidades da linha serão sempre arredondadas, conforme podemos verificar no exemplo mostrado anteriormente. Esta opção é chamada strokeCap(ROUND). Existem outras duas: o strokeCap(SQUARE), q gera uma terminação reta; e o strokeCap(PROJECT), q além da terminação reta, faz o comprimento da linha ser igual ao apresentando quando o strokeCap() escolhido é o ROUND.

linhas_4
Os tipos possíveis de “acabamento” da linha em p5

Note q, da mesma forma q um ponto pode se parecer com um círculo, variando a espessura do traço (o stroke()), modificando a espessura e o acabamento da linha, podemos obter retângulos.

Nas próximas postagens veremos a forma “correta” de criar círculos (e elipses) e retângulos, sem termos de “apelar” para o point() e o line(), deixando o stroke() e o strokeWeight() para atuar sobre os contornos das figuras.

1.8 Linhas