Investindo em si mesmo

Sim, eu comprei um. Relutei um pouco, adiei ao máximo, mas no final eu sucumbi e “fiz o que deveria fazer”.

Já há algum tempo eu via as possibilidades ou o que muita gente estava fazendo com um I-Pad Pro e o tal Apple Pencil. A gente sabe que a ferramenta pode até importar, mas o mais importante é quem a manuseia. Estou longe de ser um virtuose no desenho, ilustração ou pintura. O tempo vai passando e mais e mais vou-me distanciando das tendências atuais e procurando amadurecer algo meu. O risco é grande, mas no meu caso é meio que inevitável. Tem uma galera muito boa surgindo. Gente muito mais nova com mais pique, conhecimento e mais energia para gastar. A concorrência é grande e eu estou entrando em outro ciclo, outa fase.

Venho tomando cacetadas para usar o novo “device”, mas é só me lembrar o quanto foi um parto migrar do CorelDRAW para o Illustrator, ou começar a usar a Cintiq, que ainda me acompanha e ainda é o carro chefe quando quero desenhar digitalmente. Mas resolvi que precisava de um update. A superfície do tablet é ainda estranha, a mão treme, não acompanha o que eu quero, mas tudo é processo. Durante meu recesso de fim de ano, usei pouco o digital e risquei mais no caderno, que é meu companheiro de todas as horas.

Mas o ano começou e é preciso se atualizar. Na verdade a compra foi feita durante a Black Friday do ano passado, no esforço de aproveitar preços mais competitivos, mas não tem jeito: morando no país em que vivo, não vivendo de arte, e tendo um mundo de outras “contas para pagar”, uma decisão como esta deve ser tomada com muita cautela. por mais que seja um investimento, infelizmente ainda entra na lista de luxo. A última grande compra de hardware que fiz foi um I-Mac (e isto faz bastante tempo já).

Já era hora de empenhar um rim para continuar a caminhada. Afinal de contas, quem precisa de 2 se posso viver perfeitamente com apenas um? rs

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Investindo em si mesmo

Minhocas

Não sei se eu estava dirigindo e vi a imagem de um uróboro (ou ainda ouroboros), q é uma serpente q morde a própria cauda. Aí veio a ideia de substituir a serpente por uma minhoca. E eis o resultado.

Minhoca uróbora

PS: Achei mais interessante não corrigir o texto. Hoje, 11 de dezembro (um dia após ter escrito este post), dirigindo para o trabalho, eis q revejo a inspiração para o cartum. A foto está péssima, pois eu tive q aproveitar um engarrafamento e rapidamente fazer o registro fotográfico 😛

uroboro

Minhocas

Inspire…-se

Este post é meio uma continuação de outro em que falei sobre a “origem da inspiração”. Dia desses estava dirigindo e vi uma cena que me chamou a atenção: um casal empurrava um carrinho de bebê com o filho dentro e, logo atrás, uma outra pessoa empurrava uma cadeira de rodas com um idoso, provavelmente o pai de um dos componentes do casal. Eu queria ter fotografado e embora estivesse parado no sinal, não daria tempo para sacar o celular e registrar o momento. Mas ficou na memória. É o tipo de situação que convida a reflexões das mais diversas. Resolvi transformar em desenho, mas colocando a minha interpretação. Os eventos em si funcionam como “pontos de partida”. É como em algumas aulas de modelo-vivo: você até pode querer retratar o modelo ipsis litteris, mas um dos caminhos é aproveitar o modelo como uma provocação, um start, um motivo para algo seu.

Hoje eu sou você amanhã

Tome algo ao seu redor e dê o seu toque pessoal: ficadica!

Inspire…-se