Os Grandes Problemas da Antiguidade

Em um futuro próximo (espero) publicarei algo mais aprofundado sobre estes 3 problemas q mexeram com a cabeça dos matemáticos (desde a Grécia antiga) e q não apresentaram solução dentro das regras originais, isto é, usando apenas os instrumentos da Geometria: um compasso e uma régua sem marcações.

Uma boa apresentação dos 3 pode ser conseguida (foi a minha fonte) a partir da leitura do livro O Teorema do Papagaio (um romance bastante interessante sobre a História da Matemática tendo uma morte misteriosa como enredo da trama).

Por enquanto seguem alguns cartuns temáticos sobre eles.

Os 3 problemas - I
Os 3 problemas - II Os 3 problemas - III
Os 3 problemas - IV

Os Grandes Problemas da Antiguidade

Com quantos acordes se faz um render?

Quando saí de Salvador, meu objetivo era estudar 3D. Aproveitei q havia uma especialização em São Paulo oferecida pelo Senac e encarei o desafio. Em um ano e meio eu havia terminado o curso e estava pronto para o mercado de trabalho de 3D. Estava?

O mundo dá voltas e acabei indo trabalhar na Conspiração Filmes, no Rio de Janeiro. Foi uma boa experiência, mas devo dizer q a “fase” do 3D havia passado. Na verdade nunca consegui fazer algo em 3D de q me orgulhasse ou simplesmente gostasse. E olha q me dediquei.

Em Salvador, comecei a “tatear” usando 3DMax. Em São Paulo, o programa adotado pelo Senac foi o Softimage/XSI. No Rio, tive q aprender um pouco de Maya. Quando dirigi Rockstar e a Origem do Metal, baixei uns tutoriais e fiz algumas coisas usando 3DMax novamente. E só.

Há alguns meses resolvi comprar uns cursos de Blender e ZBrush e os deixei “na gaveta” desde então. Mais recentemente resolvi me dar uma nova chance. Resgatei o curso de Blender, extremamente técnico, mas com o seu valor, pois me deu dicas de teclas de atalho e comandos burocráticos, e tb comecei a assistir às aulas de ZBrush. Como diz o ditado, o diabo não é tão feio como parece, mas precisa de uma boa dose de paciência e perseverança para vencer o primeiro grande obstáculo desses programas: digerir a interface. O Blender é um programa mais “amigável” nas versões mais recentes (para mim q sou iniciante), mas o ZBrush realmente exige dose extra de força. É como andar de bicicleta e depender das “rodinhas” o tempo todo no começo. Um dia, vc percebe q ganha equilíbrio e pede ao pai para tirar as rodinhas da bike (foi assim comigo). Passa-se de fase, ganha-se confiança e… novos desafios.

Desde o período em q estudei e abandonei o 3D até hj, minha bagagem artística aumentou. Ao trabalhar num estúdio de animação, pude ter contato com profissionais excelentes em diversas atividades: exímios desenhistas, arte-finalistas, coloristas… Essa experiência foi se somando ao meu repertório, de forma q ao abrir novamente um programa de 3D, algumas coisas eu já sabia, ou melhor, aquilo que eu não sei não me causou assombro.

Há um bom tempo venho desenvolvendo meus “personagens” baseados em números e conceitos matemáticos. Como cartunista, fui trabalhando um estilo, uma linguagem. Ainda estou aperfeiçoando o traço, o design, mas um universo surgiu e me tornei íntimo dele. Meu desafio então foi migrar esse universo, tão familiar no cartum, no bidimensional, para um ambiente tridimensional, guardando as devidas proporções e características próprias de cada meio.

Até agora o q “sei” de 3D é algo como 3 ou 4 acordes de violão. O q dá pra fazer com isso? Olha, eu não vou tocar MPB ou música erudita com um repertório tão acanhado, mas uma coisa é certa: posso me divertir!

Rabisquei um cartum no caderno e reuni alguns estudos de desenho sobre números q venho fazendo recentemente. Usei esse material como meu primeiro “job” e mesmo receoso da autocobrança, fui vencendo as etapas, principalmente a de iluminação e aplicação de materiais, verdadeiros “fantasmas” da época da especialização.

Fiz a modelagem e os renderings no Blender e terminei a composição usando o Photoshop. Os balões foram aplicados depois. Abaixo algumas imagens do processo todo, bem como o resultado final.

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Po

 

Com quantos acordes se faz um render?

Diferentes formas de dizer 2020

Feliz 2020! Meio atrasado, mas ainda valendo, espero. No instagram já desejei feliz ano novo, mas é sempre bom passar por aqui e fazer o mesmo.

No dia 1º de janeiro, ainda no primeiro feriado do ano, apressei-me para fazer 2 rápidos cartuns acerca do número 2020 – q já começa polêmico, pois para muitos ele encerra uma década, ao passo q, para outros, começa uma. Nos desenhos a seguir, represento o novo ano usando o sistema binário de numeração e os conhecidos algarismos romanos. Utilizando este último, o número guarda um “padrão” parecido com o “vinte vinte” da numeração decimal, isto é, 2020 = MMXX (temos o uso de apenas duas letras e a repetição das mesmas). Os algarismos romanos ainda são utilizados em diversas situações, mas são muito burocráticos e nada práticos, sem dúvida. O ano passado, 2019, em romanos é escrito MMXIX. E olha q ainda está fácil. O ano do meu nascimento é MCMLXXVII (fica aqui o desafio de “traduzir” para o sistema decimal).

Para “dificultar” as coisas, em binário, 2020 usa 11 algarismos (entre zeros e uns)! Um número decimal pode ser reescrito em binário dividindo o número original por 2 sucessivamente e aproveitando-se os restos das divisões (q devem ser ou 0’s ou 1’s) e o quociente da última divisão.

2020 em binário
2020 em romanos

De todas as formas, 2020 ainda é a forma mais simples.

Diferentes formas de dizer 2020

No caminho do cartunista…

… tinha um poema.

Essa é a segunda (ou terceira) vez q me aventuro a fazer alguma coisa com a obra de Carlos Drummond de Andrade. Ler poemas nunca foi a minha paixão, mas confesso q quando encontro um q me agrade ou desperte a criatividade, difícil não querer fazer algo. É tarefa difícil pra mim, quase injusta, pois a obra se consagra como ela é (sem dúvidas de q há aqueles q fizeram adaptações tão brilhantes qto a obra original). O q faço está bem longe de se igualar – e nem quero – mas não consigo ficar indiferente ou quieto. Sobre o poema No meio do caminho, muita, muita coisa já foi dita e feita, inclusive conheci algumas traduções do poema para diversos idiomas, até mesmo o Tupi. Resolvi “esquentar” fazendo 2 cartuns usando partes do texto do poeta. Já rabisquei uma hq e um “jogo de palavras”. Como disse, é um poema bastante interessante para testar linguagens de expressão.

Por ora, os cartuns (q estou há um bom tempo sem fazê-los)

No meio do caminho
No meio do rim

Se não me engano, pois não tenho mais o desenho original, ganhei um salão de humor realizado em Minas Gerais cujo tema foi… “a pedra”. E com o poema Quadrilha, tb ganhei um outro salão, na categoria quadrinhos.

Drummond, como se vê, já me deu muitas alegrias.

No caminho do cartunista…

Três posts pelo preço de um

Meu último post foi em meados de outubro e já estamos próximos da metade do mês de novembro de 2019. Algumas coisas (boas) aconteceram em outubro, como a minha primeira participação em um desafio anual chamado Inktober (uma brincadeira com as palavras ink e October, da língua inglesa): a ideia é fazer um desenho – geralmente “a traço” – por dia, durante os 31 dias do mês de outubro e postar as imagens em redes sociais. Eu adiei essa ideia por bastante tempo – a iniciativa data de 2009 e desde então muita gente aderiu ao desafio. Neste ano eu quis tentar, mas fiz diferente: ao invés de desenhar todo dia, eu desenhei nos dias do mês cujos números fossem primos. Mole, não? Nos 31 dias de outubro contamos 11 números primos (2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29 e 31). E chamei minha brincadeira de Primo nosso de cada dia. Procurei fazer os desenhos me referindo aos eventos comemorados nestes dias ou simplesmente abordando alguma característica/curiosidade dos números. O resultado pode ser conferido no meu Instagram.

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Todos os números q fizeram parte do Primo nosso de cada dia. Embora o número 1 não seja primo, foi importante para dizer quem é e quem não é primo.

Ainda em outubro desenhei para a seção Oráculo, da revista Superinteressante. O resultado ficou bem bacana e ter a chance de ilustrar para uma revista q fez parte da minha infância e adolescência foi como um presente, uma vez q meu aniversário foi em outubro também. Tomara q não siga o mesmo padrão da ocorrência dos aniversários, pois não gostaria de esperar até o ano q vem para participar de novo da revista, mas isso já não está mais nas minhas mãos. As ilustrações estão tanto na versão impressa da revista (mês de novembro) bem como no perfil de Instagram da Super.

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Páginas da seção Oráculo da edição de novembro de 2019 da Superinteressante. Além da abertura, três outras ilustrações minhas estão presentes na seção.

Pra fechar a “trilogia”, algumas páginas resultantes de estudos em guache e nanquim, baseados nas “vídeo-aulas” do Davi Calil,  grande ilustrador e professor de guache na Quanta Academia de Artes. O cara tem um canal no YouTube com 100 vídeos (até então) em “tempo real”, em q ele pinta e dá altas dicas de pintura e desenho. Recomendo muito!

 

Três posts pelo preço de um