“Nada se cria, tudo se copia”

Tive a ideia para esse cartum há um tempo atrás. Arrisco a dizer q certamente alguém (ou “alguéns”) já deve ter feito algo parecido, igual ou melhor. Às vezes reluto em continuar ideias q parecem óbvias, movido pelos pensamentos de: “vc copiou a ideia de outra pessoa”; ou então “essa ideia é muito fraca!”

É inevitável, uma hora a gente vai copiar o outro ou seremos copiados pelos demais. É muita gente vivendo, pensando, criando. Muita gente já viveu, pensou e criou antes de nós. E muitos, muitos outros viverão, pensarão e criarão tb. Dois exemplos de “plágio inconsciente” aconteceram envolvendo trabalhos meus e de dois grandes cartunistas: Rodrigo Minêo e Dálcio Machado (os meus são este e este). Conheço o Rodrigo e até escrevi para ele, falando sobre a similaridade dos trabalhos e ele foi bastante tranquilo.

Postei o cartum a seguir no meu instagram e a receptividade foi muito boa (até me surpreendi). Mas como não faço textos reflexivos lá, resolvi falar um pouco sobre este trabalho aqui no blog. Tem gente q lê, gosta, se interessa. Independente de quem está na outra ponta, registrar, comentar, refletir sobre um trabalho tem tanto peso quanto a obra em si.

E convenhamos, ler 3 ou 4 parágrafos não arranca pedaço de ninguém, não é mesmo?

Sujô!

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“Nada se cria, tudo se copia”

Minhocas

Não sei se eu estava dirigindo e vi a imagem de um uróboro (ou ainda ouroboros), q é uma serpente q morde a própria cauda. Aí veio a ideia de substituir a serpente por uma minhoca. E eis o resultado.

Minhoca uróbora

PS: Achei mais interessante não corrigir o texto. Hoje, 11 de dezembro (um dia após ter escrito este post), dirigindo para o trabalho, eis q revejo a inspiração para o cartum. A foto está péssima, pois eu tive q aproveitar um engarrafamento e rapidamente fazer o registro fotográfico 😛

uroboro

Minhocas

De onde vem a inspiração

Dia desses estava pesquisando sobre jogos para um outro trabalho e vi q o assunto podia virar tirinha.

Acredito q uma ideia pode vir de qualquer lugar. Tudo vai depender de um pouco de treino no começo, mas depois q vc encontra o jeito, é possível criar a partir de qualquer coisa. Não quer dizer q tudo será uma grande ideia, mas a prática acaba levando ao hábito e ficamos mais atentos ao q nos cerca.

Não cheguei ao resultado do pesquisa, mas pelo menos já me diverti!Jogos

De onde vem a inspiração

Leonardo, sempre Leonardo

Não faz muito tempo (ou faz) comprei um livro sobre a história de Leonardo da Vinci. Muito já se falou sobre ele e acredito q ainda muito será dito, pois Leonardo foi especial em vários sentidos. Para mim ele é referência, inspiração, frustração, inveja, exemplo. Mas ele foi um ser humano. Quanto mais admiramos uma pessoa, maior o risco de idolatrar e esquecer q todos nós q passamos pela Terra somos cheios de qualidades e possibilidades, mas não somos perfeitos.

Conhecer a humanidade de Leonardo alivia o fardo da comparação q não leva a lugar nenhum, uma vez q todos nós somos únicos e especiais por isso mesmo.

Vou lentamente avançando nas mais de 550 páginas (excetuando notas e referências). O capítulo q me chamou a atenção para escrever este post foi um chamado Matemática. Neste ponto está a humanidade de Leonardo e a pluralidade dessa disciplina. Leonardo era “ruim” de contas e de equações, ou seja, em matéria de aritmética e álgebra ele não se destacou. Mas se deu bem na geometria, o q talvez até fosse de se esperar, uma vez q a inteligência espacial de Leonardo foi algo espetacular.

Obcecado por qq assunto q lhe interessasse, Leonardo rabiscou muito acerca de problemas clássicos sobre Matemática, como a famosa “quadratura do círculo”. Existe uma história sobre uma praga q assolou a cidade de Delos no século V a.C. Após consultar o oráculo de Delfos, a praga desapareceria qdo o altar dedicado ao deus Apolo, q tinha o formato de um cubo, tivesse seu volume dobrado. Rapidamente os cidadãos dobraram a medida dos lados e o resultado foi um desastre, pois o volume aumentou em oito vezes. A solução seria multiplicar cada lado pela raiz cúbica de 2.

Este problema, q hoje se resolve em qualquer aula de matemática q verse sobre volumes dos sólidos, tem sua solução na manipulação algébrica. Leonardo tentou resolver a questão usando geometria e aí vem a minha opinião: realmente ele conseguiu dobrar o volume do cubo, mas a figura resultante não era um cubo, e sim um prisma de base quadrada. Quem quiser se aventurar, a descrição da solução adotada por ele está nas páginas 235 e 236 do livro de Isaacson. Anos mais tarde vieram provar q seria impossível resolver a questão usando régua e compasso, instrumentos muito usados na geometria. Eu tentei. Risquei, rabisquei, montei até um protótipo de cubo para poder seccionar, mas me dei por vencido.

Felizmente essa passagem do livro me “consumiu” por um dia inteiro e tive a inspiração para fazer uma pequena história sobe a “dobradura de um quadrado” (q tb está explicada no mesmo livro e funciona!).

O resultado segue abaixo. Divirtam-se!

A pizza quadrada

Leonardo, sempre Leonardo