“Eu procuro um amor…”

Confesso, é recorrente, volta e meia eu acabo revisitando este  tema: o teorema que imortalizou um matemático considerado amador, nascido na França, em 1601, comecinho do século XVII – Pierre de Fermat.

A história do teorema (bem como do próprio Fermat e de bastante coisa ligada à Matemática) pode ser encontrada no livro O último teorema de Fermat, de Simon Singh, livro q eu já devo ter cansado de tanto citar e recitar.

Desta vez,  fiz uma brincadeira envolvendo a “parecência” do nome do matemático com o músico Frejat. Forçando a barra ou não, o cartum ilustra a situação em que Fermat comenta ter uma demonstração maravilhosa para provar o seu teorema, todavia a margem do livro sobre a qual ele escreve isso é muito estreita para contê-la.

Considerado um dos problemas mais “cascudos” da Matemática, ao lado da Conjectura de Goldbach (q pode ser enunciada de forma muito simples também)  e da Hipótese de Riemann (esta exige mais bagagem para compreender seu enunciado), o Último Teorema de Fermat intrigou os matemáticos por mais de 3 séculos. Somente no final do século XX (durante os anos 90), o matemático inglês Andrew Wiles conseguiu demonstrar a veracidade do teorema e mesmo assim atacando outro assunto (a conjectura de Taniyama-Shimura) e demonstrando “por tabela” q Fermat estava certo!

Cerca de 300 anos separam a matemática de Fermat e a utilizada por Wiles na sua demonstração. Por mais q tenha sido comprovado, certamente Fermat não sabia do conteúdo abordado na conjectura dos matemáticos japoneses, ou seja, a “demonstração maravilhosa” q o “príncipe dos amadores” disse ter encontrado deveria utilizar apenas o conhecimento daquela época, coisa q Wiles infelizmente precisou ir mais além e este mistério parece q vai permanecer uma incógnita, morto e enterrado junto com Pierre de Fermat.

O Último Teorema de Fermat

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“Eu procuro um amor…”

“Adeus ano velho…”

É o clima, certo? Embora tenhamos aí alguns dias antes do ano acabar, resolvi me antecipar um pouco, uma vez q em breve eu viajo para um recesso e só retorno em 2018. Até lá será difícil escrever alguma coisa.

Não farei retrospectiva, não me planejei para tal. Estou escrevendo de improviso também. É mais para não deixar a data em branco e registrar o fato de q meu lado “cartunista” acabou voltando, pois é algo q andava meio adormecido. Criei uma conta no instagram (e “dei mole”, pois quando fui registrar marlontenorio, o nome não estava vago) e tenho publicado meus cartuns por lá. Como não queria um perfil dedicado, tem um pouco de tudo (foto de tampa de bueiro e “X” pintado na rua, frase de encosto de banco de avião, comida, selfie…) mas as postagens mais recentes foram de cartuns (ou tirinhas usando o recurso de álbum q eu considero bem interessante para contar uma história).

Graças a alguns followers, os desenhos estão chamando a atenção do público e isso é bastante estimulante. Tenho tb “requentado” conteúdo, mas não acho q seja criminoso, uma vez q boa parte do material postado de “arquivo” nem foi muito visto em outras mídas/redes, pois estou longe de ser dos mais populares, logo, é coisa “semi-nova”.

De qualquer forma foi uma boa surpresa e um estímulo para o ano q vai começar. Continuarei tb escrevendo aqui, pois desde q os blogs nasceram, muitas outras plataformas de publicação surgiram. Gosto bastante de escrever e ainda acho o melhor suporte para comentar minhas ideias.

Como fiz lá no “insta”, quero agradecer a todos q me acompanharam, lendo o q escrevi, vendo o q postei, curtindo, divulgando. Espero revê-los em 2018. Ah! e tem q ter cartão de fim de ano, oras!

Boas Festas

“Adeus ano velho…”

Tamanho não é documento

Números primos são números que possuem dois divisores: 1 e eles mesmos, e primos de Mersenne são números primos que podem ser escritos na forma 2n-1. Já falei um pouco sobre eles aqui  e aqui, no blog.

Embora teoricamente existam infinitos primos de Mersenne, sua ocorrência se torna cada vez mais rara à medida que novos números são encontrados. Em 2016, o professor Curtis Cooper, da University of Central Missouri, descobriu o maior primo de Mersenne até o momento, formado por 22.338.618 dígitos, e foi apelidado de M74207281. Ele leva esse “simpático nome” porque a parte numérica do nome corresponde à potência geradora do número, isto é, em 2n-1, n = 74.207.281.

Maior primo de Mersenne

Não aconselho vc a pegar uma calculadora e tentar chegar a este obsceno número sozinho. Cooper usou um dos computadores da universidade, que conta com nada mais do que um processador Intel Core i7-4790 de 3,6 GHz, e levou pouco mais de 30 dias initerruptos de cálculos para obter o primo descomunal.

Há, inclusive premiações para aqueles q descobrirem novos integrantes para a família dos números de poucos divisores. Com a descoberta de Cooper, a lista de números chega a 49. Então… partiu #primodemersenne50?

Tamanho não é documento