Meu livro de parábolas

O que são parábolas? Certamente vc já ouviu o termo associado a uma história, geralmente com algum princípio moral, um ensinamento. Ou então a palavra pode lhe remeter às equações de segundo grau, aquelas de “x elevado ao quadrado”. As duas ideias estão certas. Nossa língua acabou utilizando o mesmo termo para designar estas coisas tão diferentes. Na língua inglesa, o termo “parable” se refere às histórias. Já “parabola” (quase igual ao nosso, mas sem o acento agudo) designa as curvas matemáticas que fazem parte das cônicas (mas isso é assunto para outra conversa).

Aproveitando a “confusão” que pode causar usar uma mesma palavra para designar mais de uma coisa, criei um livro gráfico, chamado Meu livro de parábolas, aproximando os dois conceitos: histórias e curvas matemáticas.

Esta é uma ideia antiga. No início eu fiz uma versão estática, mas aproveitando q estou estudando HTML e outras coisas, resolvi dar uma “repaginada” e literalmente criar uma pequena página para mostrar o conteúdo do “livro”. Algumas parábolas foram rebatizadas. Conheça (ou relembre) aqui:
http://marlontenorio.com/parabolas/

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Meu livro de parábolas

Surpresas que a vida nos revela

Ando naquela fase de questionar meu trabalho. É um período cíclico. Se o planeta passa por 4 estações climáticas e não há como escapar delas, então não me culpo mais por reviver sensações q, embora incomodem, ainda ousam (re)aparecer.

Para equilibrar as coisas, acredito nos bumerangues da vida: o q vc emite, uma hora retorna. E tive uma grata surpresa quando uma internauta, uma “facenauta” na verdade, entrou em contato comigo recentemente. Identificou-se como sobrinha de um ex-colega de trabalho (mundo pequeno), mas não foi isso q fez com q ela se motivasse a me procurar, mas sim um trabalho meu estampado nas páginas de um livro didático. Felizmente consigo emplacar um desenho ou outro do meu “material de gaveta” como gosto de dizer. Mas desta vez, além do desenho, a editora se interessou pelo meu texto. Isso aconteceu há alguns anos (acredito q o endereço virtual q consta no livro nem vai redirecionar mais para o link original, pois mudei o blog há algum tempo e o texto e as imagens faziam parte de um post dele). Foi uma dupla satisfação na época.

Anos mais tarde, em meio a uma “crise”, a iniciativa de uma jovem de 12 anos q gostou do q leu e viu; q se motivou a me procurar no facebook; q teve coragem de puxar papo e dar um feedback sobre meu trabalho fez com q eu não me deixasse abalar demais pelas marés emocionais. Procuro viver do meu trabalho, não faço apenas por prazer, busco ser remunerado pois a energia do dinheiro é outra coisa tão presente quanto as estações do ano q citei lá no começo do texto. Todavia há um retorno q a gente nem se dá conta muitas vezes: o poder q nosso trabalho tem de tocar, provocar e influenciar o outro.

Invadem-me os fantasmas da obsolescência, da comparação cruel com os outros, do mito do elefante (ou seria do tigre?) q vai envelhecendo e busca afastar-se do grupo pressentindo a morte q se aproxima. Coisas pesadas demais para quem ainda vai fazer 40 anos, mas quem passa por essas coisas sabe q a idade pouco importa. Entretanto a vida vai nos dizendo q, em meio às crises, se perseveramos, os bons frutos aparecem… e os fantasmas q assolem outros terrenos.

Aqui vai a foto da página do livro q a Ana Júlia me enviou;

Surpresas que a vida nos revela