Sexta-feira 13…

Hoje é dia 13/11 e é sexta-feira… 13.

Não quero falar de superstições. Nem pesquisei a respeito do tema. Então, ao invés de me deter no aspecto agourento da data, prefiro ressaltar um “fenômeno matemático” q envolve os números em questão.

11 e 13 são números primos, isto é, possuem apenas dois divisores (o 1 e ele mesmo). Além disso, a diferença entre o maior e o menor deles é igual a 2 (dois). Quando isso acontece, diz-se que os primos em questão são gêmeos.

Primos gêmeos

Então hoje, 13/11, não lembre que é sexta-feira 13, mas q é uma sexta-feira de primos gêmeos!

Sexta-feira 13…

Em terra de quem enxerga bem, o cego era “O Rei”

Prolífico: aquele que gera prole; fecundo.

Em dois livros diferentes, este é o adjetivo associado ao matemático suiço Leonhard Euler, que nasceu na Basiléia, em 15 de abril de 1707. E o adjetivo cai-lhe muito bem, pois em pelo menos duas coisas Euler era muito bom: em Matemática e… em fazer filhos! A prole do matemático chegou a 13 herdeiros. E era tão dedicado que muitas vezes trabalhava sua Matemática com um dos filhos sentado no colo.

Contemporâneo dos Bernoulli, família que produziu oito das mentes mais extraordinárias da Europa em três gerações, foi por intermédio de dois deles – Daniel e Nikolaus – que Euler pode largar o “sonho” do pai de ver o filho estudar teologia e se dedicar aos números.

O fecundo suíço escreveu mais de 800 artigos científicos e uma longa lista de livros. Suas contribuições vão desde o desenvolvimento do método de algoritmos à resolução de problemas ligados à navegação, finanças, acústica e irrigação. Também são dele importantes avanços na batalha para provar o Último Teorema de Fermat.

Em 1735, Euler resolve um problema de astronomia extremamente difícil. As péssimas condições de trabalho e intensa pressão custam-lhe a visão de um dos olhos, próximo a completar 30 anos de idade. Todavia o então “cíclope da Matemática” era dotado de uma capacidade mental surpreendente e fazia cálculos de cabeça com grande desenvoltura, além de possuir uma memória fenomenal. Estas habilidades quase “mutantes” ser-lhe-iam muito úteis no futuro, uma vez que anos mais tarde uma catarata no olho bom levaria o proeminente matemático à escuridão. O ano era 1776. Sem se abalar, continuou trabalhando até que em 18 de setembro de 1783 sofreu um derrame fatal.

O legado de Leonhard Euler está na razão inversa da quantidade de luz que entrava pelos seus olhos…

Em terra de quem enxerga bem, o cego era “O Rei”