Oração

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” E a vida o que é, diga lá, meu irmão…”

Definir vida é muito difícil… e até mesmo desnecessário. Definir as coisas, na maioria das vezes, não é algo importante. Vivê-las... sim, isso importa. E a vida é carregada de surpresas. Muitas delas só vão aparecer lá na frente, qdo a gente nem mesmo imaginaria q apareceriam.

Na faculdade conheci muita gente. Dentre elas, Carol Casais. Não lembro lá o ano em q isso se deu. Carol, desculpa a memória… ou a falta dela. Eu passei pela faculdade… não a vivi, de fato. Trabalhava e estudava, pegava poucas matérias. Concluí o curso no tempo máximo, quase fui “jubilado”. Carol gostava do meu trabalho. Houve uma série de ilustrações minhas q chamou bastante sua atenção e ela se lembra com mais detalhes disso do que eu.

Os anos se passaram, eu viajei, me mudei. Ela cotinuou em Salvador. O “face” meio q reaproxima as pessoas, pelos menos coloca todo mundo numa mesma órbita. A gente fica sabendo, mesmo por alto, o q cada um anda fazendo. Recentemente ela, Carol, me fez um convite q me deixou feliz e sem graça: gostaria de usar algumas das minhas ilustrações para estampar os produtos q ela estava vendendo.

Não acho q meu trabalho chame a atenção de muitos. Até mesmo pq muito do q faço  considero estudo, processo, longe de ser algo acabado. Mas isso é do meu olhar muito severo e crítico comigo mesmo. Qdo alguém de fora enxerga diferente, serve bastante para rever a forma como nos tratamos, como nos vemos…

A experiência de ser “comercializado” começou com outro amigo meu, Manoel Netto. E agora, a CaneK, empresa fundada pela Carol, me brinda com o privilégio de ter algumas das imagens q “abarrotam” meu flickr, behance e outros espaços virtuais ganhando vida em produtos reais, de verdade.

Amiga e empresária, mais uma vez, obrigado pelo convite, janela e oportunidade. O q eu puder fazer para nos ajudar, conte comigo! E vida longa à Canek!

” E a vida o que é, diga lá, meu irmão…”

A esponja

Aqui vai um texto sem imagens. Elas, as imagens, ficarão por sua conta.

Imagine q sua cabeça é um grande esponja.

Boa parte da vida nós passamos “encharcando a esponja”: fazemos cursos, assistimos a filmes, consumimos livros, vemos tv… Absorvemos bastante informação e tanto a quantidade como a velocidade de absorção aumentaram rapidamente. Eventualmente apertamos um pouco a esponja, mas o fluxo q sai, na maioria das vezes, não corresponde ao volume q entra. O resultado é uma saturação da mesma. Chega uma hora q não dá  para absorver mais nada e só nos resta ganhar espaço apertando a esponja vigorosamente. O q sai pode não ter um cheiro bom, afinal, ficou estagnado anos e anos, ficou parado, não fluiu. Diante disso, até recuamos no exercício, temendo o q sai. Todavia acho q não tem outro jeito. Quanto mais apertamos a esponja, mais colocamos o interior em movimento, livramo-nos do “velho” e ganhamos espaço para o “novo”. Mas a grande lição não é repetir o padrão de encharcar a esponja com as novas ideias, pois se assim procedemos, o resultado será novamente a saturação, uma repetição do ciclo. Cabe a nós receber e repassar, não permitindo q as ideias, as informações cristalizem, valorizando o fluxo, o movimento e não o acúmulo, a estagnação.

A esponja

3/14/15 9:26

Nosso calendário adota a forma DD/MM/AA. Na língua inglesa, tem-se o formato MM/DD/AA, isto é, os meses vêm na frente dos dias. A língua inglesa ainda adota as formas AM e PM para indicar as horas, ou seja, 15h são 3hPM, 21h são 9hPM…

O dia de hoje, 14 de março de 2015, nosso 14/3/15 (e 3/14/15 deles) às 9:26:53 será uma combinação mágica: 3141592653 são os 10 primeiros dígitos do número irracional mais conhecido do planeta: o Pi.

Para os falantes da língua inglesa, este momento acontecerá 2x: uma às 9:26:53AM e outra às 9:26:53PM… (os mais “puritas” poderão admitir apenas o horário AM, mas é um acontecimento tão raro q vale “forçar” um pouco para o PM tb).

Pi é, sem dúvida, um dos números mais interessantes dentre os conhecidos e desperta a imaginação e o gênio inventivo das pessoas. Fiquem com uma destas criações:

3/14/15 9:26

O (meu) paradoxo das séries

Quem me conhece sabe q não sou dos melhores consumidores de séries. Mesmo assim, e graças ao largo desenvolvimento do gênero, é impossível ficar alheio ao movimento. Levo em consideração pelo menos dois quesitos qdo falo sobre séries: periodicidade e qualidade. Manter um bom ritmo de produção e ainda cuidar para não cair o nível não é tarefa fácil. Uma das coisas q sei nunca fui bom foi desenhar tirinhas. Exige disciplina acima de tudo. E vontade de continuar fazendo. Eu comecei algumas vezes, parei todas elas.

Paradoxalmente, gosto de fazer as minhas “séries”. Escolho um tema, investigo uma linguagem e faço algum trabalho. Geralmente são séries curtas, envolvendo mais design q desenho. Pra mim são “exercícios criativos”: meu único compromisso é exercitar. Todavia, uma dessas minhas “séries” é uma vencedora “pelo cansaço”. Há alguns anos, comecei a representar conceitos matemáticos de forma bem sintética, minimalista. Iniciei um tumblr, o MMC, e fui “alimentando” o blog com material “puxado da memória”. No começo foi fácil, eufórico. Cerca de 20 posts criados, montei uma animação de 1 minuto. Meu objetivo agora era chegar aos 50 posts. Quando finalmente atingi o número (pesquisando e sofrendo um pouco pra chegar lá!), diagramei um pôster com as imagens criadas até então. Divulguei o cartaz e o post foi o mais curtido do blog. Parti então para comercializar o pôster, colocando-o à venda em dois sites internacionais, o Society 6 e o Artflakes. Fiz também uma variação para canecas… e não é q consegui vender alguns produtos?

Tudo isso acontecendo em paralelo com outros projetos e trabalhos em q eu me envolvi. Já havia ultrapassado a marca de 50 imagens qdo montei o pôster. Meu objetivo agora era chegar a 100 imagens. Aqui vai uma observação interessante. 50 eh bem mais q o o dobro de 20. Em termos percentais, estamos falando de um aumento de 150%. Isto é muito mais q passar de 50 para 100, o q representa um acréscimo de 100%. Mas na prática, não é bem assim: para passar de 20 para 50, eu precisei fazer 30 imagens. Passar de 50 para 100 implicaria fazer MAIS 50!  Comentei acima q chegar à marca de 50 foi quase “um parto”. Devagar e sempre, comprometendo a tal da periodicidade (q não é o meu forte), fui caminhando de “grão em grão”. Tudo isso trabalhando sozinho… Recentemente retomei o contato com um professor de Matemática q conheci há alguns anos e q gostou muito do material do MMC. Da conversa q tivemos, uma “oxigenada” nas ideias e mais material para atingir o cabalístico número 100… Estou quase lá.

Acredito q nada acontece ao acaso. Qdo vc está envolvido em qualquer coisa, seus sentidos ficam afiados, em alerta constante. Seu poder de decifrar “sinais” fica mais forte. Repare q, se vc está interessado em comprar alguma coisa, vai “estranhar” uma maior quantidade de propaganda sobre a tal coisa. Na verdade foi seu sentido q ficou mais apurado, não a quantidade de propaganda q aumentou. Com criação acho q funciona semelhante. Dia desses estava dirigindo e passou por mim um carro da marca Audi. Rapidamente vi os 4 círculos da marca e imaginei-os de tamanhos diferentes e no mesmo centro. Tive a ideia para a imagem a seguir:

Uma outra imagem veio nas minhas noites de insônia, tentando dormir. Esta, para minha felicidade, está num importante site espanhol de divulgação da Matemática, o Divulgamat, como a imagem do mês de março de 2015. E quem me informou foi Antonio José Lopes Bigode, o professor de Matemática q citei acima, ou seja, nada por acontece por acaso.

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O (meu) paradoxo das séries