Um pequeno exercício…

… sobre grandes homens.

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Um pequeno exercício…

“A lúgubre tristeza dos ângulos retos”

Ângulos retos
O ângulo que mede 90 graus recebe o nome de reto. Este, quando aparece em um triângulo, batiza-o de triângulo retângulo e o lado a ele oposto é chamado de hipotenusa.

Nos quadriláteros, a presença de um ou mais ângulos retos também é digna de nota: retângulos, trapézios retângulos e quadrados possuem ângulos iguais a 90 graus em sua constituição.

Também na literatura vamos encontrar referências ao ângulo reto. Victor Hugo, em sua obra “Os Miseráveis”, descreve uma paisagem nada agradável formada por “longas linhas frias e a lúgubre tristeza dos ângulos retos.” Outro autor, Júlio Verne, em “A volta ao mundo em 80 dias”, refere-se (pelo menos) duas vezes ao ângulo de 90 graus. Na tradução de Antonio Caruccio Caporale (L&M Pocket), vamos encontrar o protagonista da trama, o fleumático Phileas Fogg, “sentado em ângulos retos em sua poltrona…” Mais adiante, o escritor francês também faz referência ao seu compatriota, e recorre à mesma tristeza dos ângulos retos, quando descreve a paisagem urbana de uma cidade localizada nos Estados Unidos.

Coitados dos ângulos de 90 graus. Tão austeros e notáveis em sua “retidão”, todavia tristes.

“A lúgubre tristeza dos ângulos retos”

Cartuns, cartuns

Quem me conhece pode não saber, mas fazer portifólio (nunca sei se essa palavra tem “i” mudo, acento agudo no segundo “o”…) sempre foi algo muito difícil para mim. Claro, aqui entram questões q vão desde a cobrança exagerada sobre mim, além da comparação com os “fólios” dos outros, mas tb por causa da diversidade e “falta de foco” do meu trabalho, sempre achei difícil reunir o material em um lugar só. Todavia, não sei se por cansaço ou urgência por mudanças, desde q comecei a estudar programação com mais profundidade, além do prazer q esta área tem me proporcionado, tenho tb a liberdade de fazer as minhas coisas, q tb é algo da minha personalidade: não gostar de soluções prontas. Fazer o meu não quer dizer q seja melhor q o dos outros, mas me dá uma realização muito particular.

Sendo assim, divulgo a primeira experiência de criar um portifólio “do zero”. O resultado pode parecer e muito com as “soluções prontas” q eu ouso refutar, como citei acima, mas foi feito a partir das minhas necessidades, buscando atender ao meu desejo de reunir e apresentar os cartuns q produzi ao longo de um bom tempo. Tomei tb o cuidado de abordar um tema q é comum a boa parte das pessoas q produzem conteúdo (no meu caso, visual) e q é o uso da imagem.  De algum tempo pra cá, tenho me visto como melhor cartunista licenciado do q ilustrador contratado. Talvez seja o “diferencial” desta proposta de portifólio.

Com vcs, MarlonTenório/Cartuns. Visitem, avaliem, divulguem, se possível! E divirtam-se tb 😉

marlontenorio-cartuns_divulgacao

Cartuns, cartuns

Fragmentos e frações

Meu pai foi professor de Matemática por um bom tempo, enquanto viveu em Maceió. Só muito recentemente ouvi parte deste seu passado e tenho razões para acreditar q ele, além de ter sido bom no ofício, era um homem feliz. Mudamo-nos para Salvador e, pequeno demais ainda, não tive noção do q esta mudança deve ter representado para ele. Em terras baianas, abandonou as salas de aula, a lousa, o giz. Fragmentos desta paixão do meu pai pela disciplina eu os vi nos incontáveis livros q se avolumavam nos espaços apertados do apartamento em q moramos e nas “aulas particulares” q ele me dava qdo eu tinha lá meus problemas na matéria. Para um homem q cursou a faculdade e ministrava aulas para vestibulandos, ensinar matemática primária a um moleque de pouca idade não devia nem fazer cócegas no conhecimento q ele tinha.

Meu pai também é um homem bem-humorado. Uma vez ele me apresentou um “versinho” q continha algumas palavras substituídas por frações. Eu era moleque, achei aquilo genial. E estou falando de algo que ocorreu há bem mais de 30 anos. Na internet, encontrei o mesmo texto com algumas ampliações e doses extra de erotismo (ou sacanagem), mas me fez pensar em como a Matemática está tão presente em nosso quotidiano q a gente pode nem se dar conta.

E em homenagem ao “versinho”, fiz o desenho a seguir.Frações

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