O Monge e o Peixe

Local: sala Walter da Silveira (?), Salvador, Bahia. Data: indeterminada. Na programação daquele dia, um evento ligado à animação (?), um curta singelo, de timming “aceleradinho”, aquarelado, música perfeita para a história e um enredo q misturava humor e certa dose de surrealismo. O nome do filme: The Monk and the Fish. O autor: um homem cujo nome demorei  para pronunciar – Michaël Dudok de Wit. Após a exibição dos quase 6 minutos e 30 segundos, uma única reação: aplausos (o único filme que foi aplaudido naquele dia, se não me engano).

Local: cine Odeon, Rio de Janeiro. Data: 22 de julho de 2017. Na programação daquele dia, um evento ligado à animação (Animamundi), um “papo animado” com o já sexagenário autor do não apenas engraçado The Monk and the Fish, mas também do apaixonante e emocionante Father and Daughter (q me fez chorar mais uma vez…). Dudok brindou a plateia com simpatia, conteúdo e lições valiosas. Após quase 2 horas q passaram voando, uma única  reação: aplausos. O palestrante anterior tb fora aplaudido, mas Dudok foi o único ovacionado com a plateia em pé e por bastante tempo…

Queria ter tietado de perto, mas não foi possível. E se a vida fosse abrevida neste instante, tudo teria valido à pena.

Seguem os links dos curtas para comprovação do que eu digo… ou não.

Não resisti e fui pesquisar sobre a trilha de The Monk and the Fish, la Follia (ou A Folia), que lembra um clima renascentista, mas que tem uma “pegada rock’n’roll” em algumas partes da melodia. Segundo o Wikipedia:

Folia é uma dança surgida no século XV em Portugal cujo esquema harmônico-melódico foi, desde então, utilizado em centenas de variações feitas por mais 150 compositores, de Lully a Sergei Rachmaninov. É um dos mais antigos e recorrentes temas musicais europeus.

E segue um exemplo para verificação, de ninguém menos q Antonio Vivalvi:

Na “grande rede” é possível encontrar outras variações.

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O Monge e o Peixe

“Veio de uma estrela!”

Nos idos de não me lembro mais, participei de um projeto muito bacana q me possibilitou atuar na direção de arte e de animação de uma pequena série animada chamada Rockstar. Do projeto original, conseguimos executar 2 dos 3 episódios pensados. Chegamos até a esboçar o storyboard do terceiro vídeo, mas o projeto deu uma parada por conta de verba.

Como forma de fazer o registro do projeto e aproveitando para treinar um pouco de web, montei uma página q reune as duas aniamações, bem como alguns textos complementares, ficha técnica e contato dos autores.

Obrigado a todos q participaram e até uma próxima!

rockstar

“Veio de uma estrela!”

Apenas… FAÇA!

É neste espaço q costumo mostrar um pouco do q faço, do q penso, do q reflito. Mas é tb aqui q me permito dividir um pouco as conquistas geradas pelo esforço empregado nas tais “horas vagas”, já não assim tão vagas, pois q ocupadas…

Ao lado do amigo e ilustrador Marcelo Castro, co-dirigi um curta-metragem patrocinado pelo Programa Petrobras Cultural, o Dalivincasso. O filme levou mais de 2 anos para ficar pronto e vai indo bem, tendo boa receptividade nos salões nacionais e internacionais, como é possível acompanhar tanto no blog do projeto, bem como na página do Facebook. Conseguimos tb entrar na grade de transmissão fechada de uma companhia aérea – a  Norwegian 737 Airlines – e nosso curta será exibido de março a junho deste ano. Participaremos tb de um oficina nos mês de junho em São Paulo como parte integrante do FILE+2015. Nosso curta será parte do material de apoio da oficina, bem como foi selecionado para a premiação.

Ainda falando sobre animação, tive a grata surpresa, há algumas semanas, de ter uma das minhas primeiras animações selecionada para a edição deste ano do Skepto FilmFestival, um festival voltado à produção independente de audiovisual. Meu curta de 1 minuto, Ajudando nosso mundo em 60 segundos será exibido no dia 16 de abril, numa sessão voltada ao tema da sustentabilidade. Montei esta animação no final de 2010 e desde então é um material q vem me dando algumas alegrias. O tema tb ajuda, pois é uma discussão atual, mas é bom saber q um trabalho ainda está na ativa, sobrevivendo e chamando a atenção das pessoas. Talvez seja a dica q deixo para quem está interessado em fazer qq coisa: por mais desgastante q possa parecer e aparentemente sem possibilidade de retorno, FAÇA. Ninguém sabe ao certo o q acontecerá com seu trabalho. Se ele for bom (na opinião de alguns ou de tantos), haverá retorno. Se não for, vc pelo menos ousou (começou, fez e terminou) e é o q importa. Terminou, parta pra outra. Só a experiência e a persistência vão ajudar-nos a fazer trabalhos melhores.

E para terminar um post tão longo, graças ao contato q fiz com o pessoal do site Divulgamat, da Espanha, além de ter sido contemplado com a “imagem do mês” de março (outra “grata surpresa”), os organizadores do site me sugeriram montar uma “expo” virtual e selecionei os 10 post mais curtidos do meu tumblr q mistura Matemática e design, o MMC. Quem quiser ver o resultado basta clicar aqui. Esta tb foi outra ideia q tive há quase 2 anos e q venho “alimentando” como dá, uma vez q o conteúdo tem-se tornado cada vez mais difícil de produzir. Pensei em desistir em vários momentos, cansado por não ter “retorno”, mas não tem jeito. O retorno é bom, revigora, estimula, mas não pode ser o objetivo final. Fazer esperando “algo em troca” frusta, causa ansiedade, não soa natural. A dica continua a mesma: apenas… faça. O resto vem como consequência.

Apenas… FAÇA!