Uma obsessão pela linha

Eu queria muito ter ainda os rabiscos originais. Não sei se joguei fora ou onde eles estão, mas eram linhas q desenhei seguindo um padrão q era formar triângulos a partir de um traço único. E isso tem anos. Talvez mais de 5…

O fato é q alguns temas me são recorrentes e este não é diferente. Descobri (ou redescobri, pois tenho a impressão de ter visto o trabalho deste artista “em algum lugar no passado”) o trabalho de Ben Shahn, nascido na Lituânia e falecido nos EUA, e q, junto a Paul Klee, aumentam o time de artistas q usam a linha com maestria.

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Paul Klee. Para mim um dos mestres no uso da linha.
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Ben Shahn. Tenho a impressão de ter visto esse trabalho em algum momento da minha vida.

Recordo-me tb de uns exercícios de desenho q eram sugeridos para serem feitos de olhos fechados, deixando o lápis/caneta riscar o papel livremente (usava-se até música em algumas ocasiões) e depois colhia-se o resultado. Geralmente as linhas eram sinuosas, mas eu investigava algo mais “robótico”, experimentando traçados mais retos com mudança de direção usando ângulos. Eram muitas as possibilidades: triângulos, quadrados, hexágonos, polígonos irregulares…

Migrando os suportes, as experiências com o “traço mágico” usando programação vão-me apresentando novos resultados a partir de variações do código, muitas delas incrivelmente simples, mas q resultam belos traçados.

Segue uma variação do exercício, desta vez usando como referência os antigos (e agora refeitos) esboços feitos a caneta sobre papel.

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Rascunho feito a caneta
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Versão digital gerada a partir de javascript/p5

Sem dúvidas – pra mim, pelo menos – apesar da facilidade e interesse nos resultados artísticos obtidos a partir das linguagens de programação, a linguagem do gesto tem o seu poder e fascínio. Para ver o “computador desenhar”, clique aqui e divirta-se!

Uma obsessão pela linha