3x

No dia 25 de maio de 2019 aconteceu a cerimônia de premiação do 17º Salão de Humor de Cerquilho, realizada em São Paulo. Participei da edição deste ano com dois cartuns (escrevi sobre eles em posts anteriores aqui e aqui) após um bom tempo sem concorrer em salões de humor. Resgatando meu histórico para escrever este post, lembrava-me q já fora premiado uma vez, em 2010, com um cartum também, mas tb consegui um 3º lugar em 2008, na 7ª edição do salão, mas na categoria quadrinhos. Com esta premiação eu acho q virei “freguês” do salão e fico feliz por saber q ele é um sobrevivente. Vivemos tempos difíceis em diversas atividades e a Cultura não fica de fora. Tenho notado uma baixa nos salões e festivais de humor nacionais – está certo q não ando procurando muito -, mas levando em consideração q a informação hj circula com mais facilidade, percebi uma queda nos salões realizados no Brasil. Torço para q este quadro mude e voltemos a ter mais incentivos não apenas nesta área, mas em tantas outras q precisam de recursos e apoio.

Parabenizo os premiados e agradeço mais uma vez a conquista de mais um prêmio. Como já me disseram pessoas queridas, esses resultados vão nos confirmando o nosso caminho. Mais q agradar nosso ego, é bom saber qndo nossas apostas geram resultados q almejamos. A perseverança e a paciência são postas à prova qdo não conseguimos a vitória como desejamos. Às vezes demora muito, cansamo-nos, pensamos em desistir, pensamos q “este não é o meu caminho”, mas a vida premia o esforço da persistência sadia, do trabalho sério e da dedicação q colocamos naquilo q acreditamos.

Texto sério, né? Bom, segue o cartum premiado e meus votos de vida longa ao Salão de Humor de Cerquilho!!

River raid

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1/2 marguerita, 1/2 portuguesa

Gosto de papel e lápis. Até pq eu cresci com isso, só havia isso. Fui ter contato com o digital voltado para o trabalho de desenho/ilustração já “macaco velho”. E mesmo assim foi um caminho lento e ainda cheio de adaptações. Para usar “tablet” (e me desculpem os mais novos porque o q hj é conhecido como mesa digitalizadora, há pouco tempo atrás se chamava tablet) eu levei um bom tempo e nunca consegui desenhar olhando pra tela e rabiscando sem olhar para o suporte. A área do cérebro q faria isso não se desenvolveu. Felizmente evoluímos, conheci a Cintiq e comprei uma tempos depois. Foi uma revolução na minha produção. E mais recentemente, investi um bom dinheiro para comprar um I-Pad Pro e o Procreate.

Quem conhece meu trabalho sabe q nunca fui um daqueles virtuoses da arte digital. Meu “phtotoshop” é mediano; trabalho mais com vetor e nem assim é algo assombroso. Ganho na quantidade, na perseverança e no cansaço.

Sempre tem nanquim, papel, guache, lápis, perto de mim. Sempre visito esses meios e não seria eu se não o fizesse. O desenho a seguir é uma prova desse casamento entre o tradicional e o digital: parte feito em papel e nanquim usando uma técnica de arte-final q divulguei aqui e parte da colorização (bem trivial) feita no Procreate.

O resultado eu publico depois pois ele é meio “surpresa”. Tentei subir um timelapse gerado pelo próprio Procreate, mas minha conta no WP não me dá direito a subir vídeos. Sorry.

Quem quiser ver, basta procurar meu perfil no instagram.

E por hoje é só, pessoal!

1/2 marguerita, 1/2 portuguesa

Dos meus tempos de criança

Foi numa história em quadrinhos Disney. O tema era artes. Pouco lembro a história, os personagens, nada. Mas a lembrança dos “extras” ainda persiste. O gibi trazia algumas atividades q poderiam ser realizadas por crianças. Uma delas ficou na minha memória e até hoje eu me recordo. Já escrevi a respeito em uma postagem anterior, mas resumidamente trata-se de uma técnica q envolve giz de cera e tinta nanquim. Sobre o papel, rabisque manchas com o giz de cera. A seguir, cubra tudo com nanquim preto. Como o nanquim é à base água e o giz é oleoso, eles não vão se misturar. A tinta vai secar e ficar sobre o giz. Quando estiver seco, raspe a tinta devagar e a cor do giz será revelada. Simples assim.

Hoje eu faço minhas adaptações. Ao invés de giz de cera, uso pastel oleoso, q possui uma paleta um pouco mais rica q as cores do giz. E no lugar do nanquim eu uso guache preto. Para a raspagem, estilete, mas também consigo efeitos interessantes usando palha de aço para raspar a tinta.

Recentemente tirei as tintas, os pincéis e os papéis das caixas. Sobre a mesa/bancada improvisada, ideias vão ganhando forma novamente. Na contramão da tecnologia, as técnicas tradicionais trabalham os sentidos: a visão, o tato, o olfato, até a audição são impressionados.

 

Dos meus tempos de criança