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Infância, relógios e experiências

Gosto de relógios.

Embora tenha perdido o hábito de usar os de pulso, é um acessório q me atrai.

Aprendi a ler as horas com meu pai. Ainda lembro dele segurando um despertador e me mostrando a lógica da leitura, o q cada ponteiro quer dizer. Não me recordo bem se foi difícil ou não, mas devo dizer q não deve ser algo lá muito fácil, pois são duas leituras diferentes e a combinação delas para dar uma informação completa: hora e minuto. E apesar de ter aprendido em um relógio analógico, meu pai me presenteou com um digital… pelo menos é o q eu me lembro. Se me enganei, vale pela piada!

Mas eu curto mesmo é “relógio de ponteiro”. Tive alguns. Tive relógio q trocava pulseira e este foi roubado. Naquela época, havia garantia de roubo… e não é q o relógio foi ressarcido? O último aparelho quase me “prejudicou” numa prova de concurso, pois não o guardara como os fiscais instruíram e por pouco não fui desclassificado. Desta vez não me enganei, e não foi piada nenhuma!

Há muito, relógio passou a ser mais q um simples indicador do tempo. Numa era em q voltamos a ter “relógio de bolso”, com os smartphones nos mostrando as horas, usar um relógio no punho ou na parede de casa virou acessório ou objeto de decoração. Desta forma, não há limite ou censura para repensarmos o aparelho e me divirto brincando com os mostradores dos relógios analógicos.

Uma das primeiras experiências “sérias” foi um cartaz q fiz e chamei de “Relógeo”, trazendo os 12 números do círculo das horas representados por figuras geométricas.

RELOGEO

Depois, com as lojas virtuais “customizando” diversos suportes, hoje é possível ter relógios com a cara q quisermos. Recentemente montei um a partir de uma arte q fiz há poucos dias, baseada em um rabisco gerado numa “tempestade de ideias” para uma marca. A marca foi reprovada, mas o rabisco teve mais sorte.

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E como não se paga nada para experimentar, desta vez fiz um mostrador “desmembrando” alguns dos 12 números em produtos de números primos, algo q, em Matemática, é conhecido por fatoração. Além disso, atribuí aos primeiros números primos (2, 3 e 5, q vão formar o 4, 6, 8, 9, 10 e 12) as três cores primárias, as “cores primas” dos sistema CMYK (ciano, magenta e amarelo). À formação de um número composto (não primo), temos tb uma “cor composta” (formada pela mistura das cores primárias). Mas e o 1, o 7 e o 11? Os número 7 e 11, q tb são números primos, estão na cor cinza (q é baseada na escala do preto ou black, a última “cor prima do sistema” CMYK). O 1… bom… pra não ficar tão diferente, usei cinza tb (mas lembrem-se q o 1 não é considerado primo*). Chamei este de MMCClock e divulguei lá no MMC.

O resultado ficou com cara de “infográfico e ainda deu pra fazer uma referência à nossa bandeira, com as linhas q partem do 2 vão para o 8…

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O mais bacana é q estas experiências podem virar realidade na parede de qq pessoa interessada. Quem quiser, basta passar na minha “lojinha”.

* Para ser considerado primo, o número precisa ter 2 divisores diferentes: o 1 e ele mesmo. Por esta definição, o número 1 não é considerado primo.

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