De onde vem a inspiração

Dia desses estava pesquisando sobre jogos para um outro trabalho e vi q o assunto podia virar tirinha.

Acredito q uma ideia pode vir de qualquer lugar. Tudo vai depender de um pouco de treino no começo, mas depois q vc encontra o jeito, é possível criar a partir de qualquer coisa. Não quer dizer q tudo será uma grande ideia, mas a prática acaba levando ao hábito e ficamos mais atentos ao q nos cerca.

Não cheguei ao resultado do pesquisa, mas pelo menos já me diverti!Jogos

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De onde vem a inspiração

“Feliz ano novo”

De novo!

Embora saibamos q essa coisa de demarcar anos seja simbólica, o q não quer dizer q eu não goste de “viradas de ano”,  é bom poder começar 2018 com o fruto de um trabalho q me preencheu ao longo de 2017. Ainda em 2016, em conversa com um ex-colega de faculdade e amigo desde aquele tempo, André Betonnasi, recebi um roteiro para uma história em quadrinhos. Enferrujado há muito, resolvi aceitar a parceria, pois a ideia me agradara e o porte do trabalho, bem como a liberdade q André me deu para tocar o quadrinho, foram estimulantes.

Comecei os estudos ainda em 2016 e ao longo de 2017 fui publicando partes da produção no meu instagram. A técnica q escolhi para executar o trabalho é um processo q envolve uma vetorização já empregada por mim em algumas ilustrações e na versão em quadrinhos q fiz para o Homem que Calculava, mas é um procedimento extenuante e moroso (e confesso não sei se faria novamente assim). A trama criada por Betonnasi compreendia apenas 8 páginas, mas resolvemos expandir para 9, ou seja, pouca coisa. Todavia eu levei mais de ano para finalizar o desenho e a cor. Claro q não fiz apenas isso ao longo do ano, mas mesmo assim, acho q foi muito tempo para uma história deste porte. Justifico pra mim q muita coisa só poderia ter ocorrido no tempo q ocorreu. Não quer dizer q todas as páginas, por exemplo, nasceram de “primeira”. Tenho um caderno repleto de desenhos de processo, tomadas de decisão (e indecisão tb), além de “rabiscos digitais”. Algumas páginas e quadrinhos devem ter umas 2 versões pelo menos, algumas delas até finalizadas, mas eu via o resultado e decidia q não era o melhor e voltava a estaca zero. Projetos desta natureza jamais seriam comerciais, só se justificam no universo da autoralidade, com prazos mais elásticos. Entretanto essa “elasticidade” é convite e prato cheio para a procrastinação, o desinteresse e o consequente abandono do projeto. Por isso q muita gente acaba “optando” por trabalhar sob pressão.

Hoje estou na casa dos 40. Não sou “moleque”, mas não estou isento de comportamentos q só seriam “justificados” na adolescência ou no começo de carreira. Ao longo de 2017 eu me envolvia na história, avançava um pouco, depois parava, ia fazer outras coisas, isto é, “perdia” o foco. Mas – talvez pela maturidade neste terreno pelo menos – eu conseguia voltar ao projeto e avançava um pouco mais. E a satisfação de ter terminado o trabalho foi o melhor dos resultados.

Se você vai começar, vá com tudo.
Caso contrário, não comece.

Essa poderia ser uma “tradução livre” para os primeiros versos de Roll the dice, de Charles Bukowski, q eu uso como oração:

“If you’re going to try, go all the way.
Otherwise, don’t even start.”

Eu ainda completaria:  comece, vá com tudo, mas… termine.

Nem tudo q eu comecei, terminei, nem quer dizer q eu vá terminar tudo o q vier a começar daqui pra frente. É uma meta, uma filosofia, um exercício diário, constante.

Ao longo de 2017 determinei “datas chave” para finalizar o trabalho: o aniversário do André, o meu aniversário, o fim do ano. Nada. Também inventei de fazer um página web para hospedar o material, uma vez q será difícil ter impresso. E me esmerei aí um pouco mais para fazer algo bacana, ou seja, mais tempo, mais adiamentos.

Felizmente o ano começa, e como eu citei no começo deste texto, é um bom período para apresentar o resultado de uma empreitada.

E sem mais delongas, com vcs, Arqueiro do céu, de André Betonnasi e Marlon Tenório.

capa

“Feliz ano novo”

Batmah!

Cavaleiro das Trevas.

Quando li essa história, os anos 80 já estavam se despedindo. Talvez uma das melhores obras dos quadrinhos (na opinião daqueles q romperam ou vão romper a marca dos 40) já escritas. E lá, um confronto improvável, impossível (?) entre o morcegão e o e.t. vindo de Krypton, mas q todo fã sempre fica do lado do órfão bilionário. Vão filmar isso tb.

Aqui, assumo para qual lado torço, hehehe. E aproveitando a sustentabilidade e o fato de que o paladino de Gotham não mata ninguém, ele dá uma lição sobre o q fazer.

Batmah!

E assim… o “Batmah” é “O Batmah”.

Batmah!