“Nada se cria, tudo se copia”

Tive a ideia para esse cartum há um tempo atrás. Arrisco a dizer q certamente alguém (ou “alguéns”) já deve ter feito algo parecido, igual ou melhor. Às vezes reluto em continuar ideias q parecem óbvias, movido pelos pensamentos de: “vc copiou a ideia de outra pessoa”; ou então “essa ideia é muito fraca!”

É inevitável, uma hora a gente vai copiar o outro ou seremos copiados pelos demais. É muita gente vivendo, pensando, criando. Muita gente já viveu, pensou e criou antes de nós. E muitos, muitos outros viverão, pensarão e criarão tb. Dois exemplos de “plágio inconsciente” aconteceram envolvendo trabalhos meus e de dois grandes cartunistas: Rodrigo Minêo e Dálcio Machado (os meus são este e este). Conheço o Rodrigo e até escrevi para ele, falando sobre a similaridade dos trabalhos e ele foi bastante tranquilo.

Postei o cartum a seguir no meu instagram e a receptividade foi muito boa (até me surpreendi). Mas como não faço textos reflexivos lá, resolvi falar um pouco sobre este trabalho aqui no blog. Tem gente q lê, gosta, se interessa. Independente de quem está na outra ponta, registrar, comentar, refletir sobre um trabalho tem tanto peso quanto a obra em si.

E convenhamos, ler 3 ou 4 parágrafos não arranca pedaço de ninguém, não é mesmo?

Sujô!

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“Nada se cria, tudo se copia”

Dos meus tempos de criança

Foi numa história em quadrinhos Disney. O tema era artes. Pouco lembro a história, os personagens, nada. Mas a lembrança dos “extras” ainda persiste. O gibi trazia algumas atividades q poderiam ser realizadas por crianças. Uma delas ficou na minha memória e até hoje eu me recordo. Já escrevi a respeito em alguma postagem q se perdeu nas mudanças de url, mas resumidamente trata-se de uma técnica q envolve giz de cera e tinta naquim. Sobre o papel, rabisque manchas com o giz de cera. A seguir, cubra tudo com nanquim preto. Como o nanquim é à base água e o giz é oleoso, eles não vão se misturar. A tinta vai secar e ficar sobre o giz. Quando estiver seco, raspe a tinta devagar e a cor do giz será revelada. Simples assim.

Hoje eu faço minhas adaptações. Ao invés de giz de cera, uso pastel oleoso, q possui uma paleta um pouco mais rica q as cores do giz. E no lugar do nanquim eu uso guache preto. Para a raspagem, estilete, mas também consigo efeitos interessantes usando palha de aço para raspar a tinta.

Recentemente tirei as tintas, os pincéis e os papéis das caixas. Sobre a mesa/bancada improvisada, ideias vão ganhando forma novamente. Na contramão da tecnologia, as técnicas tradicionais trabalham os sentidos: a visão, o tato, o olfato, até a audição são impressionados.

 

Dos meus tempos de criança

Minhocas

Não sei se eu estava dirigindo e vi a imagem de um uróboro (ou ainda ouroboros), q é uma serpente q morde a própria cauda. Aí veio a ideia de substituir a serpente por uma minhoca. E eis o resultado.

Minhoca uróbora

PS: Achei mais interessante não corrigir o texto. Hoje, 11 de dezembro (um dia após ter escrito este post), dirigindo para o trabalho, eis q revejo a inspiração para o cartum. A foto está péssima, pois eu tive q aproveitar um engarrafamento e rapidamente fazer o registro fotográfico 😛

uroboro

Minhocas