No caminho do cartunista…

… tinha um poema.

Essa é a segunda (ou terceira) vez q me aventuro a fazer alguma coisa com a obra de Carlos Drummond de Andrade. Ler poemas nunca foi a minha paixão, mas confesso q quando encontro um q me agrade ou desperte a criatividade, difícil não querer fazer algo. É tarefa difícil pra mim, quase injusta, pois a obra se consagra como ela é (sem dúvidas de q há aqueles q fizeram adaptações tão brilhantes qto a obra original). O q faço está bem longe de se igualar – e nem quero – mas não consigo ficar indiferente ou quieto. Sobre o poema No meio do caminho, muita, muita coisa já foi dita e feita, inclusive conheci algumas traduções do poema para diversos idiomas, até mesmo o Tupi. Resolvi “esquentar” fazendo 2 cartuns usando partes do texto do poeta. Já rabisquei uma hq e um “jogo de palavras”. Como disse, é um poema bastante interessante para testar linguagens de expressão.

Por ora, os cartuns (q estou há um bom tempo sem fazê-los)

No meio do caminho
No meio do rim

Se não me engano, pois não tenho mais o desenho original, ganhei um salão de humor realizado em Minas Gerais cujo tema foi… “a pedra”. E com o poema Quadrilha, tb ganhei um outro salão, na categoria quadrinhos.

Drummond, como se vê, já me deu muitas alegrias.

No caminho do cartunista…

Fragmentos e frações

Meu pai foi professor de Matemática por um bom tempo, enquanto viveu em Maceió. Só muito recentemente ouvi parte deste seu passado e tenho razões para acreditar q ele, além de ter sido bom no ofício, era um homem feliz. Mudamo-nos para Salvador e, pequeno demais ainda, não tive noção do q esta mudança deve ter representado para ele. Em terras baianas, abandonou as salas de aula, a lousa, o giz. Fragmentos desta paixão do meu pai pela disciplina eu os vi nos incontáveis livros q se avolumavam nos espaços apertados do apartamento em q moramos e nas “aulas particulares” q ele me dava qdo eu tinha lá meus problemas na matéria. Para um homem q cursou a faculdade e ministrava aulas para vestibulandos, ensinar matemática primária a um moleque de pouca idade não devia nem fazer cócegas no conhecimento q ele tinha.

Meu pai também é um homem bem-humorado. Uma vez ele me apresentou um “versinho” q continha algumas palavras substituídas por frações. Eu era moleque, achei aquilo genial. E estou falando de algo que ocorreu há bem mais de 30 anos. Na internet, encontrei o mesmo texto com algumas ampliações e doses extra de erotismo (ou sacanagem), mas me fez pensar em como a Matemática está tão presente em nosso quotidiano q a gente pode nem se dar conta.

E em homenagem ao “versinho”, fiz o desenho a seguir.Frações

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