Que horas são?

Ideias não caem do céu nem dão em árvores. Pelo menos isso não acontece comigo.

Às vezes considero a criatividade como um músculo (q precisa ser trabalhado com regularidade). Outras vezes eu a encaro como uma antena (q precisa de ajuste e direção).

Mas independente da forma como eu a interpreto, o fato é q é sempre bom ter ideias, mesmo q elas pareçam batidas. Tenho muito medo de tê-las e me esbarrar em plágio consciente ou inconsciente. Mesmo assim não deixo de avançar com elas (ou não).

Gosto muito de relógios. É um tema bastante recorrente nas minhas “criações”. Volta e meia acabo tendo algum insight para um mostrador diferente para as horas e minutos. Mas no caso a seguir eu acabei brincando com os ponteiros do relógio analógico e o fato de q tanto as palavras HORA, MINUTO e SEGUNDO possuem o O como interseção (aliás, é a única letra em comum entre as 3). Boa parte daquilo q crio ganha primeiro as páginas de algum caderno (acho q venho me prometendo fazer algum vídeo sobre o caderno de ideias, mas sempre adio). As ideias hibernam, fermentam, seguem “esquecidas”. Como se esperassem algum processo, algum amadurecimento para ganhar vida.

E para esses “nascimentos”, estudar código tem sido muito bom. Em tempos pretéritos, a única coisa q eu podia fazer para conferir movimento aos meus trabalhos era usando programas como o Flash ou o After Effects. O gif abaixo mostra o resultado da experiência de escrever um relógio usando Javascript e P5. Para ver o funcionamento do mesmo em tempo real, clique aqui.

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Que horas são?

Infância, relógios e experiências

Gosto de relógios.

Embora tenha perdido o hábito de usar os de pulso, é um acessório q me atrai.

Aprendi a ler as horas com meu pai. Ainda lembro dele segurando um despertador e me mostrando a lógica da leitura, o q cada ponteiro quer dizer. Não me recordo bem se foi difícil ou não, mas devo dizer q não deve ser algo lá muito fácil, pois são duas leituras diferentes e a combinação delas para dar uma informação completa: hora e minuto. E apesar de ter aprendido em um relógio analógico, meu pai me presenteou com um digital… pelo menos é o q eu me lembro. Se me enganei, vale pela piada!

Mas eu curto mesmo é “relógio de ponteiro”. Tive alguns. Tive relógio q trocava pulseira e este foi roubado. Naquela época, havia garantia de roubo… e não é q o relógio foi ressarcido? O último aparelho quase me “prejudicou” numa prova de concurso, pois não o guardara como os fiscais instruíram e por pouco não fui desclassificado. Desta vez não me enganei, e não foi piada nenhuma!

Há muito, relógio passou a ser mais q um simples indicador do tempo. Numa era em q voltamos a ter “relógio de bolso”, com os smartphones nos mostrando as horas, usar um relógio no punho ou na parede de casa virou acessório ou objeto de decoração. Desta forma, não há limite ou censura para repensarmos o aparelho e me divirto brincando com os mostradores dos relógios analógicos.

Uma das primeiras experiências “sérias” foi um cartaz q fiz e chamei de “Relógeo”, trazendo os 12 números do círculo das horas representados por figuras geométricas.

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Depois, com as lojas virtuais “customizando” diversos suportes, hoje é possível ter relógios com a cara q quisermos. Recentemente montei um a partir de uma arte q fiz há poucos dias, baseada em um rabisco gerado numa “tempestade de ideias” para uma marca. A marca foi reprovada, mas o rabisco teve mais sorte.

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E como não se paga nada para experimentar, desta vez fiz um mostrador “desmembrando” alguns dos 12 números em produtos de números primos, algo q, em Matemática, é conhecido por fatoração. Além disso, atribuí aos primeiros números primos (2, 3 e 5, q vão formar o 4, 6, 8, 9, 10 e 12) as três cores primárias, as “cores primas” dos sistema CMYK (ciano, magenta e amarelo). À formação de um número composto (não primo), temos tb uma “cor composta” (formada pela mistura das cores primárias). Mas e o 1, o 7 e o 11? Os número 7 e 11, q tb são números primos, estão na cor cinza (q é baseada na escala do preto ou black, a última “cor prima do sistema” CMYK). O 1… bom… pra não ficar tão diferente, usei cinza tb (mas lembrem-se q o 1 não é considerado primo*). Chamei este de MMCClock e divulguei lá no MMC.

O resultado ficou com cara de “infográfico e ainda deu pra fazer uma referência à nossa bandeira, com as linhas q partem do 2 vão para o 8…

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O mais bacana é q estas experiências podem virar realidade na parede de qq pessoa interessada. Quem quiser, basta passar na minha “lojinha”.

* Para ser considerado primo, o número precisa ter 2 divisores diferentes: o 1 e ele mesmo. Por esta definição, o número 1 não é considerado primo.

Infância, relógios e experiências