1/2 marguerita, 1/2 portuguesa

Gosto de papel e lápis. Até pq eu cresci com isso, só havia isso. Fui ter contato com o digital voltado para o trabalho de desenho/ilustração já “macaco velho”. E mesmo assim foi um caminho lento e ainda cheio de adaptações. Para usar “tablet” (e me desculpem os mais novos porque o q hj é conhecido como mesa digitalizadora, há pouco tempo atrás se chamava tablet) eu levei um bom tempo e nunca consegui desenhar olhando pra tela e rabiscando sem olhar para o suporte. A área do cérebro q faria isso não se desenvolveu. Felizmente evoluímos, conheci a Cintiq e comprei uma tempos depois. Foi uma revolução na minha produção. E mais recentemente, investi um bom dinheiro para comprar um I-Pad Pro e o Procreate.

Quem conhece meu trabalho sabe q nunca fui um daqueles virtuoses da arte digital. Meu “phtotoshop” é mediano; trabalho mais com vetor e nem assim é algo assombroso. Ganho na quantidade, na perseverança e no cansaço.

Sempre tem nanquim, papel, guache, lápis, perto de mim. Sempre visito esses meios e não seria eu se não o fizesse. O desenho a seguir é uma prova desse casamento entre o tradicional e o digital: parte feito em papel e nanquim usando uma técnica de arte-final q divulguei aqui e parte da colorização (bem trivial) feita no Procreate.

O resultado eu publico depois pois ele é meio “surpresa”. Tentei subir um timelapse gerado pelo próprio Procreate, mas minha conta no WP não me dá direito a subir vídeos. Sorry.

Quem quiser ver, basta procurar meu perfil no instagram.

E por hoje é só, pessoal!

1/2 marguerita, 1/2 portuguesa

“Tradigital”

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Sou da geração old school, dos materiais “tradicionais”, do cheiro de tinta, da textura do papel, do “erro” seguido de um PQP! e q passa a virar efeito ou nova elaboração, do mundo sem ctrl+z.

Todavia tb gosto dos meios “digitais”, da tecnologia como ferramenta de expressão, das muitas camadas, da linha precisa, do arquivamento ocupando apenas espaço no hd, de copiar um traço agora, “voltar no tempo” e colar a partir da área de transferência.

Dias atrás estava desenhando no computador e me sentindo desconfortável, agoniado, tenso. De repente larguei o teclado e a caneta da Cintiq e fui para os papéis. Ainda intranquilo, comecei a traçar as primeiras linhas, esboçar as figuras de forma meio tímida, mas à medida q o tempo passava, sentia-me mais calmo, e mais confiante. E tudo fluiu mais leve e melhor.

Sou de uma época de transições. E toda transição costuma causar desconforto. Mas a grande vantagem (ou uma delas) é o fato de q posso transitar entre dois (ou mais) mundos, exatamente por ter feito parte deles. Com toda a evolução dos meios digitais e suas tentativas de gerar as sensações q apenas o “mundo real” pode proporcionar, as experiências “físicas” são indescritíveis e, pelo menos por ora, para mim, insubstituíveis.

“Tradigital”