Duas coisas

Vou começar este post oferecendo duas opções, nos moldes dos antigos livros da série Enrola e Desenrola. Se vc não é “deste tempo”, trata-se de uma experiência bem bacana q envolvia um mínimo de interatividade com o leitor, permitindo q este pudesse escolher os finais das histórias. Vamos lá:

  1. Se vc quiser ler um parágrafo mais filosófico antes de entrar no conteúdo do post, vá para o número I;
  2. Ou se vc preferir partir para os “finalmentes” e entender quais são as duas coisas às quais me refiro, pule para o número II.

 – I –

Gosto de escrever, gosto de desenhar, gosto de começar “projetos q não vão me levar a lugar nenhum”… Parte de mim é bem pragmática. Uma voz q pergunta: isso vai lhe dar algum retorno financeiro? isso não é perda de tempo? É uma voz incômoda, tipo a “Neura” daquele comercial de produto de limpeza. Esses “projetos” são meu laboratório, uma mistura de diversão, experimentação e algum eventual retorno financeiro sim (mas estão bem longe de ser o forte deles). Nunca curti ter apenas uma atividade. Não me recordo quando isso começou, mas a verdade é q minha “jornada” não se resume a um único período, não trabalho apenas durante os dias “úteis”, não me envolvo com apenas uma coisa só. Se é “doença” ou uma distorção do “real sentido da vida” tb não tenho posição definida (até porque o tempo q levo discutindo o “sexo dos anjos” eu emprego nesses projetos). Talvez alguém aí do outro lado da tela “sofra” de um mal parecido (pior ou melhor) e entenda o q eu quero dizer.

– II –

Dentre os projetos experimentais q ocupam minha cabeça e tempo, está o tumblr de matemática e design, o MMC. Recentemente o blog ultrapassou a marca de 1000 seguidores. Um “marco” pra mim, uma vez q se trata de um projeto q começou de forma muito descompromissada, mas q vem dando este tipo de alegria. A versão brasileira, o Mais com menos, não “emplacou” da mesma forma, mas eu tinha o dever de fazer uma versão na minha língua. Vamos em frente.

Em silêncio, já estava querendo fazer outra coisa: uma brincadeira envolvendo o livro 50 tons de cinza, q se tornou uma febre e virou filme. Aproveitando o número e minha paixão por pesquisa, estilizei 50 elementos à nossa volta q possuem em comum o fato de serem arredondados (os esféricos). O resultado é uma coleção q chamei de 50 coisas redondas. Visitem e compartilhem se acharem legal! Abaixo algumas imagens q tb levarão vcs à coleção completa.

   

PS: Na verdade acabei fazendo 52 imagens, pois para obedecer ao formato original do template, 50 imagens não ficaria legal 😛

Duas coisas

“Versão brasileira…”

Após muito tempo, finalmente resolvi fazer a versão em língua portuguesa do meu blog MMC. Desta vez o desafio é representar os conceitos matemáticos em português, mas com a mesma essência de minimalismo da versão original. O nome escolhido, Mais Com Menos, faz referência aos sinais matemáticos mais (+) e menos (-), mas tb sintetiza  o ideal da proposta: representar o máximo de ideias com o mínimo de elementos, atendendo ao bastante conhecido princípio do “menos é mais”. Espero que gostem.

“Versão brasileira…”

Apenas… FAÇA!

É neste espaço q costumo mostrar um pouco do q faço, do q penso, do q reflito. Mas é tb aqui q me permito dividir um pouco as conquistas geradas pelo esforço empregado nas tais “horas vagas”, já não assim tão vagas, pois q ocupadas…

Ao lado do amigo e ilustrador Marcelo Castro, co-dirigi um curta-metragem patrocinado pelo Programa Petrobras Cultural, o Dalivincasso. O filme levou mais de 2 anos para ficar pronto e vai indo bem, tendo boa receptividade nos salões nacionais e internacionais, como é possível acompanhar tanto no blog do projeto, bem como na página do Facebook. Conseguimos tb entrar na grade de transmissão fechada de uma companhia aérea – a  Norwegian 737 Airlines – e nosso curta será exibido de março a junho deste ano. Participaremos tb de um oficina nos mês de junho em São Paulo como parte integrante do FILE+2015. Nosso curta será parte do material de apoio da oficina, bem como foi selecionado para a premiação.

Ainda falando sobre animação, tive a grata surpresa, há algumas semanas, de ter uma das minhas primeiras animações selecionada para a edição deste ano do Skepto FilmFestival, um festival voltado à produção independente de audiovisual. Meu curta de 1 minuto, Ajudando nosso mundo em 60 segundos será exibido no dia 16 de abril, numa sessão voltada ao tema da sustentabilidade. Montei esta animação no final de 2010 e desde então é um material q vem me dando algumas alegrias. O tema tb ajuda, pois é uma discussão atual, mas é bom saber q um trabalho ainda está na ativa, sobrevivendo e chamando a atenção das pessoas. Talvez seja a dica q deixo para quem está interessado em fazer qq coisa: por mais desgastante q possa parecer e aparentemente sem possibilidade de retorno, FAÇA. Ninguém sabe ao certo o q acontecerá com seu trabalho. Se ele for bom (na opinião de alguns ou de tantos), haverá retorno. Se não for, vc pelo menos ousou (começou, fez e terminou) e é o q importa. Terminou, parta pra outra. Só a experiência e a persistência vão ajudar-nos a fazer trabalhos melhores.

E para terminar um post tão longo, graças ao contato q fiz com o pessoal do site Divulgamat, da Espanha, além de ter sido contemplado com a “imagem do mês” de março (outra “grata surpresa”), os organizadores do site me sugeriram montar uma “expo” virtual e selecionei os 10 post mais curtidos do meu tumblr q mistura Matemática e design, o MMC. Quem quiser ver o resultado basta clicar aqui. Esta tb foi outra ideia q tive há quase 2 anos e q venho “alimentando” como dá, uma vez q o conteúdo tem-se tornado cada vez mais difícil de produzir. Pensei em desistir em vários momentos, cansado por não ter “retorno”, mas não tem jeito. O retorno é bom, revigora, estimula, mas não pode ser o objetivo final. Fazer esperando “algo em troca” frusta, causa ansiedade, não soa natural. A dica continua a mesma: apenas… faça. O resto vem como consequência.

Apenas… FAÇA!

O (meu) paradoxo das séries

Quem me conhece sabe q não sou dos melhores consumidores de séries. Mesmo assim, e graças ao largo desenvolvimento do gênero, é impossível ficar alheio ao movimento. Levo em consideração pelo menos dois quesitos qdo falo sobre séries: periodicidade e qualidade. Manter um bom ritmo de produção e ainda cuidar para não cair o nível não é tarefa fácil. Uma das coisas q sei nunca fui bom foi desenhar tirinhas. Exige disciplina acima de tudo. E vontade de continuar fazendo. Eu comecei algumas vezes, parei todas elas.

Paradoxalmente, gosto de fazer as minhas “séries”. Escolho um tema, investigo uma linguagem e faço algum trabalho. Geralmente são séries curtas, envolvendo mais design q desenho. Pra mim são “exercícios criativos”: meu único compromisso é exercitar. Todavia, uma dessas minhas “séries” é uma vencedora “pelo cansaço”. Há alguns anos, comecei a representar conceitos matemáticos de forma bem sintética, minimalista. Iniciei um tumblr, o MMC, e fui “alimentando” o blog com material “puxado da memória”. No começo foi fácil, eufórico. Cerca de 20 posts criados, montei uma animação de 1 minuto. Meu objetivo agora era chegar aos 50 posts. Quando finalmente atingi o número (pesquisando e sofrendo um pouco pra chegar lá!), diagramei um pôster com as imagens criadas até então. Divulguei o cartaz e o post foi o mais curtido do blog. Parti então para comercializar o pôster, colocando-o à venda em dois sites internacionais, o Society 6 e o Artflakes. Fiz também uma variação para canecas… e não é q consegui vender alguns produtos?

Tudo isso acontecendo em paralelo com outros projetos e trabalhos em q eu me envolvi. Já havia ultrapassado a marca de 50 imagens qdo montei o pôster. Meu objetivo agora era chegar a 100 imagens. Aqui vai uma observação interessante. 50 eh bem mais q o o dobro de 20. Em termos percentais, estamos falando de um aumento de 150%. Isto é muito mais q passar de 50 para 100, o q representa um acréscimo de 100%. Mas na prática, não é bem assim: para passar de 20 para 50, eu precisei fazer 30 imagens. Passar de 50 para 100 implicaria fazer MAIS 50!  Comentei acima q chegar à marca de 50 foi quase “um parto”. Devagar e sempre, comprometendo a tal da periodicidade (q não é o meu forte), fui caminhando de “grão em grão”. Tudo isso trabalhando sozinho… Recentemente retomei o contato com um professor de Matemática q conheci há alguns anos e q gostou muito do material do MMC. Da conversa q tivemos, uma “oxigenada” nas ideias e mais material para atingir o cabalístico número 100… Estou quase lá.

Acredito q nada acontece ao acaso. Qdo vc está envolvido em qualquer coisa, seus sentidos ficam afiados, em alerta constante. Seu poder de decifrar “sinais” fica mais forte. Repare q, se vc está interessado em comprar alguma coisa, vai “estranhar” uma maior quantidade de propaganda sobre a tal coisa. Na verdade foi seu sentido q ficou mais apurado, não a quantidade de propaganda q aumentou. Com criação acho q funciona semelhante. Dia desses estava dirigindo e passou por mim um carro da marca Audi. Rapidamente vi os 4 círculos da marca e imaginei-os de tamanhos diferentes e no mesmo centro. Tive a ideia para a imagem a seguir:

Uma outra imagem veio nas minhas noites de insônia, tentando dormir. Esta, para minha felicidade, está num importante site espanhol de divulgação da Matemática, o Divulgamat, como a imagem do mês de março de 2015. E quem me informou foi Antonio José Lopes Bigode, o professor de Matemática q citei acima, ou seja, nada por acontece por acaso.

Screen Shot 2015-03-04 at 9.42.28 AM

O (meu) paradoxo das séries